2.6.12

Escola na Cidade Estrutural é interditada pela Defesa Civil sob risco de explosão


A Escola Classe nº 1 da Estrutural foi interditada pela Defesa Civil do Distrito Federal na última segunda-feira (28/5). O centro de ensino apresentava gases com um odor desagradável e alunos, professores e funcionários da escola reclamaram.

De acordo com a Defesa Civil, além do mal-estar provocado pelo mau cheiro, poderia ocorrer explosão em alguns pontos da escola, que foi construída sobre um lixão.

No último 14/5, a escola foi notificada para que tomasse providências quanto ao risco a que a comunidade escolar estava exposta, porém nenhuma medida foi tomada. A Defesa Civil exigiu a transferência dos 1,3 mil alunos da Escola Classe nº 1 para outra unidade de ensino e também modificação na estrutura do colégio, para que os riscos de explosão e o mau cheiro fossem erradicados.

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal informou que os alunos serão tranferidos para a Escola Classe 315 no Plano Piloto e o Centro Educacional 3 do Guará. Segundo a secretaria, os alunos terão transporte e alimentação gratuitos. A transferência deve ser feita até sexta-feira (1/6) e o conteúdo perdido durante a semana será reposto.

Assista ao vídeo da reportagem clique aqui

Fonte: Correio Braziliense / R7

Jardim Botânico de Brasília inaugura espaço 'japonês' e de 'contemplação'


Foram inaugurados no dia 26/5 o Jardim Japonês e o Jardim de Contemplação do Jardim Botânico de Brasília. A administração do espaço informou que os dois novos jardins serão usados para atividades da gerência de educação ambiental, projetos de pesquisa e lazer orientado.

Para a implantação do Jardim de Contemplação, foram revitalizadas as edificações e estruturas já existentes, por meio de recursos do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam-DF).

Também passaram por reformas a casa de chá, o orquidário e a biblioteca da natureza. O Jardim Botânico de Brasília tem 500 hectares e funciona de terça-feira a domingo, de 9h às 17h. A entrada custa R$ 2. Crianças menores de dois anos e pessoas maiores de 60 não pagam.

Brasília, Cidade Parque

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, assinou no dia 28/5 o decreto de adesão do Jardim Botânico de Brasília (JBB) ao programa Brasília, Cidade Parque. Com a iniciativa, a unidade de conservação receberá R$ 2,5 milhões para a pavimentação de uma via interna e o plantio de 87 mil mudas de espécies nativas do cerrado, que irão recompor uma área do parque atingida por incêndios em 2011.

O Programa Brasília, Cidade Parque, instituído pelo Decreto nº 32.981 em junho do ano passado, tem como objetivo criar infraestrutura para os 68 parques do DF e é um exemplo de ações realizadas com recursos de compensação ambiental e florestal, que são gerenciados pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A compensação florestal é concedida quando há remoção de árvores para a construção de um empreendimento. Cabe ao Ibram cobrar os empresários responsáveis de acordo com cada unidade retirada. A compensação ambiental é uma retribuição pelo impacto causado pelos empreendimentos, como a poluição.

Ela pode ser feita, por exemplo, com o investimento na criação, manutenção e implantação de unidades de conservação.

Fonte: Agência Brasília / G1 DF

22.5.12

Estudo revela níveis inadequados de qualidade do ar na capital federal


A Rodoviária do Plano Piloto é o local que atualmente registra a segunda pior taxa da capital: fumaça incomoda passageiros

A qualidade do ar do Distrito Federal está ruim e pode piorar com a seca. As cinco estações que medem os níveis de poluentes do ar indicam que alguns pontos da capital alcançam níveis inadequados para o bem-estar da população. Em uma escala de cinco classificações — boa, regular, inadequada, ruim e péssima —, pelo menos três locais encontram-se em limites preocupantes. Quem mora ou precisa passar pela Fercal, pela Rodoviária do Plano Piloto e pelo centro de Taguatinga respira um ar classificado como ruim ou regular. Fora dos parâmetros mínimos, a exposição contínua a fumaça, poeira, e partículas poluentes dessas áreas podem provocar desde problemas como tosse, irritação nos
olhos, até complicações respiratórias e cardíacas.

Em comparação com o ano passado, os níveis de partículas poluentes no ar aumentaram 20%. Os principais responsáveis pelos resultados são os carros, ônibus e caminhões. No período da seca, as queimadas contribuem para a piora dessa situação. A análise é feita, atualmente, em cinco estações monitoradas pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Em 2011, sete aparelhos identificavam os poluentes, por meio de um convênio firmado com o Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB). Mas a parceria foi desfeita e o número de equipamentos, reduzido. “Eles tinham outras duas estações e, com o fim do contrato, começamos a trabalhar com cinco pontos. Até o fim deste mês, vamos instalar mais cinco fixas e três móveis”, afirmou o subsecretário de Saúde Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Luiz Maranhão.

Fonte: Correio Braziliense

30.4.12

Programa Produtor de Água – Projeto Pipiripau - DF


O Programa Produtor de Água, concebido pela Agência Nacional de Águas em 2001, tem como objetivo a revitalização ambiental de bacias hidrográficas. De acordo com sua metodologia, o resultado das ações implantadas em uma bacia hidrográfica pode ser verificado em seus cursos d’água, através da melhoria na qualidade e quantidade de água.

As ações implementadas no âmbito do Programa incluem o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, adequação de estradas rurais e a conservação de solo e água em áreas produtivas, tais como lavouras e pastagens.

Essas ações visam, sobretudo, favorecer a infiltração de água e a conseqüente recarga do lençol freático, evitando também que a água de chuva se transforme em escoamento superficial, maior causador de erosão e assoreamento de corpos d’água em ambientes rurais.

Uma das características que difere o “Produtor de Água” de outros programas de revitalização de bacias é que os Serviços Ambientais gerados por seus participantes são objeto de remuneração. Isto é o que se chama de PSA – Pagamento por Serviços Ambientais – política de gestão ambiental que tem como corolário a complementação de regras de comando e controle com incentivos, financeiros ou não.

A bacia hidrográfica do Pipiripau apresenta-se como uma grande oportunidade para a implementação de um projeto de Pagamentos por Serviços Ambientais. Suas características são ideais para a revitalização ambiental: o tamanho é adequado, possui características rurais, consistente monitoramento hidrológico (série histórica de mais de 30 anos), alto grau de degradação ambiental, captação de água para abastecimento público e conflito pelo uso da água.

Essas características também tornam a área propícia para servir de base a estudos ambientais, como os relacionados a vazões ecológicas, determinação  de área ativa de rios, correlação do uso e manejo dos solos com os recursos hídricos, recuperação de áreas degradadas e seus efeitos sobre a qualidade da água.

Além disso, a bacia hidrográfica do Pipiripau possui localização privilegiada, situada a cerca de 60 km do Aeroporto Internacional de Brasília, propiciando facilidades para visitação de estudantes, pesquisadores, patrocinadores e interessados.

As ações previstas para este Projeto podem ser assim resumidas:

- Recuperação das APP degradadas, que na maioria incluem as matas ciliares;
- Recuperação das áreas de reserva legal;
- Proteção aos remanescentes preservados de vegetação nativa;
- Execução de obras de conservação de solo nas áreas produtivas e estradas vicinais;
- Incentivo à utilização de práticas agrícolas menos impactantes e de uso racional da água, que inclui a substituição de sistemas de irrigação convencionais por aqueles que consumam menor vazão de água.

A população do DF será diretamente beneficiada com a implantação do Projeto, pois a redução dos custos com tratamento e a menor necessidade de interrupção da captação em períodos críticos contribuirão para a regularização do fornecimento de água.

Serão aplicados no programa R$ 40 milhões em 10 anos, recursos destinados a promover a recuperação ambiental da bacia, utilizando o pagamento por serviços ambientais como estratégia para incentivar a adoção das práticas de conservação do solo, conservação de nascentes de vegetação nativa e restauração ou conservação de Áreas de Preservação Ambiental (APP).

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal - ADASA será a coordenadora do programa no DF, que visa oferecer recursos para proteger e aumentar a oferta hídrica na bacia, que hoje enfrenta sérios problemas de atendimento às demandas dos mais de 400 proprietários rurais além do abastecimento humano (180 mil pessoas, moradores de Planaltina e Sobradinho). O aumento e a sistematização da oferta de água na região serão fundamentais para a redução dos conflitos pelo uso dos recursos hídricos.
Esta é a primeira experiência de incentivo à proteção de nascentes – por meio do reflorestamento de áreas de Proteção Permanente e Reserva Legal, construção de estradas rurais e a conservação de solo e água em áreas produtivas, tais como lavouras e pastagens. O modelo prevê a remuneração dos participantes (Pagamento por Serviços Ambientais) e deverá ser expandido para toda a região do Ribeirão Pipiripau, com área superior a 23 mil hectares.
O edital do projeto foi assinado no dia 22 de março de 2012, durante as comemorações do Dia Mundial da Água, pelos Diretores Presidente da ADASA, Vinicius Benevides, e da ANA, Vicente Andreu. O “Produtor de Água” conta com a participação de mais 12 instituições federais, estaduais e organizações não governamentais.
A implantação do projeto foi iniciada com o plantio de mais de 10 mil mudas de árvores nativas na região, utilizando recursos do Programa Água Brasil (WWF-Brasil, ANA e Fundação Banco do Brasil). Os investimentos deverão resultar na melhoria da quantidade e qualidade da água, além da adequação ambiental das propriedades rurais.
A Bacia do Pipiripau ocupa uma área de 23.527 hectares, onde se concentram diversas atividades econômicas – produção de frutas, grãos, carnes, proteção ambiental e captação de água para abastecimento de 180 mil habitantes de Planaltina e Sobradinho. A atividade agropecuária ocupa cerca de 71% da área.
Outras ações vitais para a implantação do programa consistem em obras de conservação de 14.800 hectares de solo e revitalização de estradas, que estão sendo desenvolvidos pela Unidade de Gestão do Programa (UGP), que reúne 13 instituições públicas (federais e distritais) e Organizações Não Governamentais: ADASA, ANA, Ministério da Integração Nacional, CAESB, Secretaria da Agricultura, Emater, Ibram, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Fundação da Universidade de Brasília, Instituto de Conservação Ambiental- TNC, WWF-Brasil e Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria- SESI.

Conheça mais sobre o Programa Produtor de Água – Projeto Pipiripau clique aqui

Acesse o Relatório de Diagnóstico Socioambiental da Bacia do Ribeirão Pipiripau (2010) clique aqui

Fonte: Adasa / Emater-DF / ANA

Justiça manda governador do DF garantir água filtrada nas Escolas


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por unanimidade, rejeitou ação de inconstitucionalidade proposta pelo atual governador do Distrito Federal contra lei distrital que tornou obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e 100% controlada, para alunos da rede de ensino público e privado, sob pena de multa de 2 mil Ufirs.

“Novas atribuições”

O governador — através da Procuradoria — sustentava haver violação da Lei Orgânica do DF, que estabelece a competência do chefe do Executivo — e não da Assembleia — para legislar sobre “novas atribuições” de órgãos públicos. Ou seja, o fornecimento de água potável para os estudantes das escolas e universidades da capital federal seria uma “nova atribuição” do governo do DF.

A decisão

O voto condutor do julgamento foi da desembargadora Carmelita Brasil que não só assentou a competência da Câmara Legislativa, com base na Lei Orgânica, como também afirmou ser “diretriz básica do plano de saneamento do Distrito Federal a garantia de níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de abastecimento de água potável”.

Proclamação

Assim, o TJDF foi obrigado a proclamar que é constitucional a Companhia de Saneamento Ambiental de Brasília (Caesb) ser obrigada a fornecer água filtrada para matar a sede dos estudantes. 

Lei Distrital

A Lei Distrital nº 4.425/2009, de autoria do deputado Dr. Charles (PTB) prevê a obrigatoriedade do fornecimento de água potável, filtrada e 100% controlada ou de água potável pela Caesb para os alunos da rede de ensino público e privado. 

Acesse à integra da Lei nº 4.425/2009 clique aqui

Fonte: Jornal do Brasil / R7

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