19.7.17

FAP-DF lança edital para pesquisas sobre meio ambiente

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) lançou nesta terça-feira (18/7) o Edital nº 6, de 2017, no valor de R$ 3 milhões. O montante é destinado à seleção de propostas de pesquisas sobre meio ambiente, sustentabilidade e políticas públicas socioambientais.

Os trabalhos vão subsidiar políticas públicas climáticas, hídricas, territoriais e de resíduos sólidos no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

Para o presidente da FAP-DF, Wellington Almeida, a instituição entra na fase de combinar pesquisas tradicionais, feitas em parceria com universidades, com uma lógica de aplicação voltada para a solução de problemas da cidade. “Estamos em contato com as secretarias para construir acordos de cooperação, identificar problemas e traduzi-los em forma de pesquisa.”

As propostas devem ser enviadas à fundação até 18 de agosto de 2017 por meio do Sistema de Informação e Gestão de Projetos. O valor máximo por trabalho é de R$ 100 mil.

Bolsas de iniciação científica e de apoio técnico também serão financiadas pelo edital, bem como materiais de consumo necessários às pesquisas, como softwares, componentes ou peças de reposição de equipamentos.


Podem participar pesquisadores, gestores, técnicos e servidores que atuem nas áreas do conhecimento relacionadas e que estejam vinculados a instituições públicas ou privadas.

Temas e Linhas de Pesquisa:
a)Água e adensamento Urbano: avaliação da disponibilidade e dinâmica hídrica sub e superficial e sua relação com a expansão urbana, seja regular ou irregular;

b) Clima, Cerrado e Água: estudos sobre a relação entre mudanças climáticas, regime hidrológico, desmatamento, proteção e recuperação do cerrado e áreas de recarga de aquífero;

c) Áreas protegidas e seus impactos na saúde e na qualidade de vida: impactos positivos dos parques e espaços verdes urbanos para a saúde pública; mensuração da qualidade de vida no entorno dos parques; dinâmica e geração de oportunidades econômicas no entorno dos parques, avaliação do microclima e recarga de aquífero e outros benefícios locais diretos e indiretos;

d) Incêndios florestais e seus impactos na saúde e no clima: relação do aumento do número de doenças respiratórias com a época da seca;

e) Gestão territorial e seus impactos na redução de gastos com infraestrutura: exemplo adensamento urbano X mobilidade X saúde;

f) Serviços ecossistêmicos e a capacidade de valoração pela sociedade: mensuração do custo da perda dos SE no DF X oportunidades para mecanismos de pagamento por serviço ambiental no DF considerando a água, o cerrado, emissões de carbono;

g)Gestão de resíduos sólidos: estudos sobre potencial econômico da reciclagem de resíduos no DF e oportunidades de geração de emprego e renda e custo para o erário de coleta seletiva de baixa eficiência;

h) Boas práticas agrícolas: tecnologias e práticas produtivas que levem a um menor consumo e menor contaminação das águas tendo em perspectiva os impactos sociais, econômicos e ambientais;

i) Biodiversidade;

j) Educação Ambiental.

Acesse o Edital nº 6/2017 clique aqui

Fonte: Agência Brasília

18.7.17

Lançamento: estudo sobre vulnerabilidade aos desastres naturais relacionados às secas

Secas e estiagens representam a categoria de desastres naturais com maior registro de ocorrências no país, representando cerca de 70% dos municípios atingidos por algum desastre em 2013. Isso representou 12 milhões de pessoas afetadas pela seca nesse ano.


Foi com base nesses e em outros números, que o WWF-Brasil, o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Integração lançam o estudo IVDNS – Índice de Vulnerabilidade aos Desastres Naturais relacionados às Secas no Contexto das Mudanças do Clima.

O material surgiu como uma resposta à lacuna de estudos sobre a vulnerabilidade do país a secas e estiagens no contexto da mudança do clima, visando contribuir para o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), cuja discussão começou em 2013 e culminou no lançamento do PNA em 2016.

A presente publicação apresenta uma análise da vulnerabilidade do Brasil a secas a partir de uma visão integrada do desastre, tendo como ponto de partida um índice composto por variáveis e subíndices que fazem sua representação em três dimensões: i) climática; ii) socioeconômica; e iii) físico-ambiental. 

Como resultado, foi feita a análise de vulnerabilidade a secas e estiagens para municípios em todo o território brasileiro, com projeções para três períodos: 2011-2040, 2041-2070 e 2071-2099.

Além de uma análise mais detalhada para o período até 2040, o estudo traz uma metodologia inédita que permite a quantificação da vulnerabilidade - uma importante ferramenta que pode ser utilizada para contribuir com a gestão de risco a secas em escala local no contexto da mudança do clima. Com isso, será possível até mesmo contribuir para a elaboração ou revisão de iniciativas e políticas públicas relacionadas ao tema.

Acesse o estudo completo do Índice de Vulnerabilidade aos Desastres Naturais relacionados às Secas no Contexto das Mudanças do Clima - 2017 clique aqui

Fonte: WWF-Brasil

4.7.17

MPDFT ajuíza ação civil pública para sanar irregularidades no Deck Sul - Lago Paranoá

Descumprimento de licenças ambientais, mau cheiro, água contaminada, erosão e assoreamento são alguns dos problemas apontados pelo Ministério Público

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e do Patrimônio Cultural (Prodema) ajuizou ação civil pública contra a Companhia Urbanizadora da Capital (Novacap) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) para que sejam sanadas as irregularidades do Deck Sul, espaço de lazer e comércio construído às margens do Lago Paranoá. O documento é do dia 29 de junho.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) pede que a Novacap cumpra todas as cláusulas estabelecidas na licença prévia e na licença de instalação. Também requer que o órgão atue na preservação da vegetação nativa que permanece no interior do Deck Sul.

Além disso, pede que o Ibram não conceda novas autorizações ou licenças ambientais para o empreendimento até que todas as condicionantes previstas na licença prévia sejam integralmente cumpridas. O Deck Sul foi inaugurado e está em funcionamento, apesar de a licença de operação só ter sido solicitada recentemente. Ou seja, o funcionamento foi autorizado, mas o licenciamento ambiental ainda não havia terminado. A Prodema solicita ainda a indenização do dano ambiental material causado pelos impactos negativos, em especial, ao Lago Paranoá.

Irregularidades
Segundo a ação, nota-se mau cheiro em todo o empreendimento. O odor, vindo da Estação de Tratamento de Esgotos Brasília Sul (ETE Sul) e da Usina de Lixo do Serviço de Limpeza Urbana, é constante e acentuado. “Levantamentos periódicos realizados pela Caesb e pelo empreendedor atestam a má qualidade da água no local, o que coloca em risco os usuários daquela região”, destaca o promotor de Justiça Roberto Carlos Batista.

Segundo Batista, a presença elevada do Vibrio cholerae, causador do cólera, traz riscos à saúde daqueles que entram em contato com a água da região, o que pode causar, inclusive, a morte. Além disso, o descumprimento da licença prévia e da licença de instalação tem causado erosão no local. “Não há nenhuma proteção ou barreira física que impeça a queda de pedestres em um eventual acidente, de forma que existe risco real na utilização dessas estruturas”, explica o promotor de Justiça.

Histórico
Diante da dimensão do projeto e por se tratar de área de extrema fragilidade ambiental, a Prodema instaurou inquérito civil público para acompanhar a implantação do empreendimento. A investigação encontrou diversos vícios ambientais e legais.

Em junho de 2016, a Assessoria Pericial em Meio Ambiente e Geoprocessamento do MPDFT constatou que a licença de instalação foi concedida sem que informações prévias e imprescindíveis para garantia da viabilidade de implantação do empreendimento fossem atendidas. Em setembro de 2016, a Prodema expediu recomendação que propôs ao Ibram a adoção de medidas administrativas para solucionar os problemas detectados. O órgão emitiu documentação com medidas insuficientes para sanar os danos apontados.

Para Batista, os estudos ambientais foram omissos e insuficientes para garantir a viabilidade ambiental do empreendimento a médio ou longo prazo. Apesar das irregularidades, o Deck Sul foi inaugurado em 28 de maio de 2017 sem a licença de operação. O documento foi requerido em 2 de junho de 2017 e permanece em processo de análise pelo Ibram.

Acesse a íntegra da Ação Civil Pública clique aqui

Fonte: MPDFT / Metrópoles

Cobertura de supermercado em Goiânia ganha maior usina solar urbana do Brasil

A cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, recebe, em junho/2017, a maior usina de energia solar em região urbana do País. A planta fotovoltaica foi instalada sobre a cobertura da nova loja do Assaí Atacadista na cidade, que será inaugurada até o fim deste mês. A GreenYellow, desenvolvedora e parceira do projeto, instalou mais de 2.800 placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², que gerarão, em um ano, aproximadamente 1.500 MWh. A usina será responsável pela geração de 40% do consumo de energia elétrica da loja, o equivalente ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de toda a unidade.

A planta fotovoltaica é alugada em longo prazo pela GreenYellow ao Assaí, garantindo redução na conta de energia. “Com este empreendimento, o Assaí se beneficiará de uma energia limpa e segura durante 25 anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia por meio de um aluguel fixo”, explica Pierre-Yves Mourgue, Diretor-presidente da GreenYellow. “Importamos os equipamentos da China, Itália e Alemanha e em menos de 60 dias conseguimos instalar a maior usina do Brasil em regiões urbanas”, conta. Para a instalação de usinas como esta, são levados em consideração fatores como tarifas das concessionárias de energia elétrica locais e irradiação solar – neste caso, os dados são analisados em um período histórico de aproximadamente 20 anos, para que seja identificado um padrão da intensidade de raios solares que justifique a instalação de uma planta nesses moldes.

O Assaí também já vem implementando em suas novas lojas um método construtivo que leva em consideração ganhos para o meio ambiente, visando aprimorar sua eficiência energética, e a instalação da planta fotovoltaica enfatiza essa vertente da rede. “A partir dessa instalação, o Assaí avança na geração fotovoltaica em grande escala, com o objetivo de contribuir para uma operação cada vez mais sustentável”, analisa Belmiro Gomes, Presidente do Assaí Atacadista. “A nossa ideia é que, com a expertise da GreenYellow, este projeto se estenda para outras lojas da rede, acompanhando nosso projeto de expansão no Brasil. Nossa expectativa é que todas as lojas orgânicas a serem construídas este ano tenham o projeto da usina instalado – ou o suporte para tal. Queremos criar o conceito de ‘atacado do futuro’, com uma operação cada vez mais sustentável, além, claro, de manter a característica principal de ser um modelo de operação de baixo custo e com preços competitivos”, comenta.

Ao longo de 25 anos de operação, a loja evitará a emissão de quase 3 mil toneladas de CO2, o equivalente a quase 18 mil árvores plantadas e uma economia de R$ 2,6 milhões. Com a energia gerada pela usina instalada na loja de Goiânia em um ano, é possível carregar 359 mil celulares, durante um ano; suprir o consumo de energia de 757 residências em um ano; manter 5.300 televisões ligadas por cinco horas todos os dias do ano ou suprir o consumo de todas as linhas do Metrô de São Paulo por um dia.



Fonte: CicloVivo

Estudo Caracterização Urbana e Ambiental da Unidade de Planejamento Territorial/UPT Sul - DF

O Estudo Caracterização Urbana e Ambiental da Unidade de Planejamento Territorial - UPT Sul (UPT - VII), lançado pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal - Codeplan, em junho/2017, traz dados, informações e análises que abrangem aspectos socioeconômicos, urbanos e ambientais relativos ao conjunto das quatro Regiões Administrativas do Distrito Federal que a compõem: Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e Riacho Fundo II.


A Unidade de Planejamento Territorial – UPT Sul tem o segundo maior contingente populacional dentre as UPTs, com 458.285 habitantes em 2015, correspondendo a 15,76% do total do DF e uma área territorial de 472,87 Km2, 8,1 % da área total do DF. Destaca-se que a UPT Sul possui três RAs com população superior a 100 mil habitantes: Recanto das Emas, com 146.906 habitantes; Gama, com 134.111 habitantes e Santa Maria, com 125.559 habitantes. A RA Riacho Fundo II possui 51.709 habitantes.

O Plano Diretor de Organização Territorial do Distrito Federal – PDOT, instituído pela Lei Complementar nº 803, de 25 de abril de 2009 e atualizado pela Lei Complementar nº 854, de 15 de outubro de 2012, estabelece, para fins de ordenamento e gestão do território, a divisão do DF em 07(sete) Unidades de Planejamento Territorial – UPT. As Unidades de Planejamento Territorial constituem subdivisões territoriais que agregam regiões administrativas - RA contíguas.

O trabalho tem como referência a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD), a Infraestrutura de Dados Espaciais do Distrito Federal (IDE/DF), o Sistema de Informações Territoriais e Urbanas do DF (SITURB), e a base de dados do Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE do Distrito Federal.

Acesse o documento na íntegra do Estudo Caracterização Urbana e Ambiental da Unidade de Planejamento Territorial - UPT Sul clique aqui

Fonte: Codeplan

27.6.17

Manual de Compostagem de Resíduos Orgânicos - 2017

Para popularizar a prática e disseminar conhecimento sobre a reprodução do ciclo dos resíduos orgânicos está disponível gratuitamente na Internet a publicação Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de Orientação.

O manual é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.

Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo.

Acesse o documento completo "Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de Orientação" clique aqui

Fonte: MMA

26.6.17

Meio Ambiente, Gestão de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade na rotina diária em Brasília/DF

Assista às reportagens do canal Meio Ambiente por Inteiro - TV Justiça:


Gestão de resíduos sólidos no DF (17/06/17):



Sustentabilidade na rotina diária - Distrito Federal (27/05/17):




- Especial Dia Mundial do Meio Ambiente - Supremo Tribunal Federal (24/06/17):



Fonte: TV Justiça - Meio Ambiente Por Inteiro

13.6.17

Cidades e Soluções: "Uma cidade sustentável tem que cuidar das pessoas", diz André Trigueiro

Poluição. Falta de transporte. Falta de moradia. Esgoto a céu aberto. Violência. Escolas ruins. Sua cidade tem esses problemas? Qual não tem? A lista de desafios para melhorar a vida em nossas cidades é quase interminável. E pode engolir qualquer um que tente enfrentá-los da forma tradicional. Em seu programa Cidades e soluções, da Globo News, o jornalista André Trigueiro mostra há dez anos como é possível encontrar várias saídas para o beco em que nos metemos. Algumas soluções são tecnológicas, outras de gestão. Muitas são surpreendentemente viáveis. Agora, Trigueiro juntou a experiência acumulada com os programas e reuniu no livro Cidades e soluções - Como construir uma sociedade sustentável (Editora LeYa). 

Em entrevista à revista ÉPOCA, Trigueiro diz que o primeiro passo para encarar os imensos problemas ambientais e sociais das cidades é mudar o jeito de enxergá-los.

ÉPOCA – Como você justificaria a importância da pauta ambiental para uma cidade diante de tantos outros problemas prementes, como trânsito, saúde ou segurança?
André Trigueiro – Depois de muito tempo mergulhado nessas questões, e graças a algum aprendizado, não consigo mais dividir os problemas por setores isolados. Precisamos fazer um exercício de visão sistêmica. Precisamos de um entendimento da interconexão que dá sentido a tudo o que está neste Universo. Vale para o mundo microscópico ou para a astronomia. Vale para a análise de nossa realidade humana. Vale no ambiente das cidades. Podemos entender que há conexões entre a violência urbana e os aspectos ambientais hostis. A polícia sabe que nos meses mais quentes de verão há um repique nos indicadores de violência. Isso em parte porque no calor temos maior predisposição a ingerir bebidas alcoólicas, ir para rua, ficar irrequietos. O calor gera desconforto, eleva a impaciência. Vou dar outro exemplo de questão conectada. A desigualdade brasileira empurra para a periferia das cidades, sem planejamento, grande parte do contingente de população, sem saneamento adequado, sem moradia digna, sem higiene, sem asseio ou bem-estar. Isso poderia ser colocado como um problema ambiental. O meio ambiente não é sinônimo de bicho e floresta. Começa no meio da gente. Se a maior parte da humanidade vive em cidades, as questões urbanas, a chamada agenda marrom, têm enorme importância para acertar o passo na direção de um outro modelo de desenvolvimento.

ÉPOCA – Por que ainda é tão difícil enxergar a conexão entre vários problemas urbanos e a pauta ambiental?
Trigueiro – Talvez porque historicamente seja recente o grito contra a compartimentalização do saber. Esse foi o filtro que a ciência nos deu, estudando cada fenômeno meticulosamente. Temos especializações em cada curso. Temos um conhecimento fragmentado. Foi uma etapa importante de nossa história no planeta. Mas esse modelo nunca conseguiu explicar tudo. A gente vive a loucura de achar que meio ambiente é assunto de um único ministério ou secretaria. A forma holística de enxergar o todo é um olhar sofisticado. Era presente nas culturas ancestrais. Agora precisamos ter a humildade de reconhecer que toda a ciência e a inovação tecnológica não resolveram problemas essenciais. Isso passa por uma reeducação do olhar, um reposicionamento nosso no tabuleiro da vida.

ÉPOCA – Por que o meio ambiente não está na plataforma eleitoral dos prefeitos? Pelo menos com esse nome?
Trigueiro – O Brasil é desigual até na definição de cidades. Temos poucas grandes cidades, algumas médias. Mas a maioria das cidades é pequena. São cidades pobres, inadimplentes, com prefeitos muitas vezes analfabetos funcionais. Existe um analfabetismo ambiental crônico de prefeitos que assustam quando sentam na cadeira e vão percebendo as encrencas da administração municipal. Eles encaram as demandas da folha de pagamento e dos poucos recursos para investimento. Lidam com uma brutal falta de informação sobre como transformar limão em limonada. É um absurdo o Brasil não ter cumprido a política nacional de resíduos sólidos no quesito de eliminação dos lixões. Os prefeitos conseguiram pressionar para adiar o prazo. Argumentam que não têm dinheiro. Já perguntei a vários especialistas no tema se a falta de recursos é um bom argumento. Eles dizem que um aterro sanitário adequado é uma solução cara mesmo. Até se vários municípios se juntarem para dividir a conta. Mas existe outra forma de encarar isso. Para começar, é possível o município promover a separação do lixo seco e do úmido. O lixo seco não vai para o lixão. Pode ser passado para uma empresa terceirizada dar uma destinação correta, por reciclagem. Parte do lixo úmido pode ir para compostagem e virar adubo. Só isso já reduz bastante o que vai para o lixão. Simplesmente jogar tudo no lixão é um crime de lesa cidade. É um misto de desinformação e falta de vergonha na cara.

ÉPOCA – Se as cidades forem mais ecológicas – com menos poluição e desperdício de energia – elas também serão melhores para viver?
Trigueiro – Para uma cidade ser sustentável de verdade precisa ter pessoas que se sintam participando efetivamente do destino daquele lugar. Precisa ter uma boa governança, portanto. Você precisa de divisão do poder. Não dá para ter pobreza ou exclusão. Precisa ser um lugar de convívio saudável. Uma cidade que implode uma cracolândia com bomba de efeito moral não pode ser sustentável. Se você pensar bem, a cidade somos nós. Senão ficamos na cartilha do sustentável convencional, que olha para o lixo, para a energia etc. Isso não basta. Uma cidade sustentável tem de cuidar das pessoas.

ÉPOCA – Uma cidade pode ser grande demais para ter solução?
Trigueiro – É natural que uma megalópole tenha uma pegada ecológica absurda. Ela terá de importar água, comida e energia. O exemplo mais impressionante de pegada ecológica de uma cidade é Las Vegas. Em termos de país, o Japão. Não conseguimos imaginar nenhum nem outro sem uma grande logística de importação de recursos básicos para a vida. Existe um grande desafio. Em parte ele pode ser resolvido por tecnologia. Mas passa muito por uma cultura não consumista. Com a contenção dessa sanha pelo consumo exacerbado, que demanda a disponibilidade de recursos numa escala insustentável.

ÉPOCA – Sabemos que os níveis atuais do consumo geram uma demanda insustentável dos recursos naturais. Mas como falar de moderação do consumo para uma parte da população que está lutando por várias gerações para subir socialmente, melhorar de vida, ter acesso a bens, serviços e confortos que seus pais nunca tiveram?
Trigueiro – Não é fácil. A saída passa por mostrar que se a gente souber usar o que entendemos como importantes, se tivermos discernimento, não vai faltar. Precisamos acionar o aplicativo do consumo consciente do nosso HD. O patrulhamento sempre será antipático. Não acredito em definições de limites. São uma afronta ao nosso livre-arbítrio. O ambientalista fixado na palavra “não” vira ecochato. Mas a mensagem precisa ser passada. Estive na China em 2014. As lojas mais suntuosas das grifes internacionais estão em Pequim. Isso num país sem imprensa livre, sem Ministério Público, com leis trabalhistas vulneráveis. Não há solução para isso. A extrapolação do consumo chinês para níveis médios americanos é uma conta que não fecha. Esse é um debate mais sério. Não totalmente prazeroso. Precisamos pensar no mundo como lugar finito. Cada projeto para ser aprovado precisa fazer a conta de trás para frente, avaliando se o ambiente comporta. Um exemplo disso é a regra ambiental do bloco europeu para o Rio Danúbio. A regra número um para qualquer novo empreendimento é respeitar a vazão do rio e a qualidade da água. É uma forma de fazer política pública fazendo a conta de trás para frente, respeitando os limites naturais. Veja como o agronegócio brasileiro faz uma conta esquisita. Diz que precisa da Amazônia para alimentar o mundo. Mas se não tiver mais a Amazônia, como fica o mundo? E estamos falando de qual dieta? Se os humanos não mudarem o cardápio hoje com tanta proteína animal, não há planeta que sustente. A gente se denomina como sociedade do consumo. Não somos reconhecidos como cidadãos, mas como consumidores. Teremos de mudar isso. Será sem patrulhamento. Sem caça às bruxas. Mas não podemos falsear a verdade.

Fonte: Revista Época

9.6.17

Plano Integrado de Enfrentamento à Crise Hídrica no Distrito Federal

O Governo de Brasília elaborou o documento Plano Integrado de Enfrentamento da Crise Hídrica no Distrito Federal, o qual contempla não apenas ações emergenciais, portanto de implementação imediata, mas também iniciativas de médio e longo prazos capazes de afastar a probabilidade de colapso no abastecimento de água da Capital.

O volume de chuva nos 3 últimos anos manteve-se abaixo da média, o que acarretou a redução da vazão dos 3 principais tributários no período seco: Rio Descoberto, Ribeirão Rodeador e Ribeirão das Pedras. 

Os índices pluviométricos no reservatório do Descoberto, no período de setembro a dezembro dos anos de 2015 e 2016 foram, respectivamente, de 368,80 mm e 412,40 mm. Estes volumes de chuvas estão, portanto, 42,5% (2015) e 35,7% (2016) abaixo da média histórica de 641,40 mm para o período. 

Em decorrência de um cenário de estiagem dessas proporções, não houve a recuperação do nível do reservatório da Barragem do Descoberto, que, em janeiro de 2017, passou a operar abaixo de 20% de sua capacidade máxima operacional. 

Diante desse contexto, o Governador do Distrito Federal decretou Situação de Emergência e determinou restrições ao uso de água no DF pelo período de 180 dias (Decreto nº 37.976, de 24 de janeiro de 2017). Esta medida foi tomada tendo em vista a redução do volume de água nos reservatórios utilizados para o abastecimento humano, causada por ciclo atípico de estiagem no Planalto Central classificado como Desastre 1.4.1.1.04 , conforme Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade), estabelecida pela Instrução Normativa nº 2, de 20 de dezembro de 2016, do Ministério da Integração Nacional.

Acesse o documento completo do Plano Integrado de Enfrentamento à Crise Hídrica no Distrito Federal clique aqui

Fonte: Agência Brasília / SEMA-DF

8.6.17

Lançamento: painel online sobre Unidades de Conservação Federais - UCs

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas lançaram oficialmente na terça-feira (6/6), durante evento de comemoração da Semana do Meio Ambiente, na sede do ICMBio, em Brasília, o Painel Dinâmico de Informações Gerenciais.

A ferramenta disponibiliza informações sobre as 327 unidades de conservação (UCs) federais e 14 centros de pesquisas do ICMBio, além de vários outros dados sobre o Instituto, úteis para pesquisadores, servidores públicos, estudantes e a sociedade em geral.

O Painel Dinâmico permite ainda a consulta sobre a gestão ambiental de todos os biomas brasileiros, tudo de forma atualizada e simplificada. O painel utiliza o software QlikView®, ferramenta de business intelligence, voltado aos processos de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de dados, normalmete usado no suporte à gestão das organizações.

Os bancos de dados estão dispostos em grupos temáticos interativos, que reagem de imediato ao uso de filtros e caixas de seleção. Com isso, é permitido ao usuário realizar a navegação e o cruzamento de informações oriundas de diversas áreas temáticas, obtendo uma visualização rápida e integrada dos importantes resultados produzidos pelo ICMBio.

As informações revelam resultados dos 10 anos de trabalho do ICMBio e também a transparência da aplicação dos recursos nas UCs, como números da fauna avaliada por pesquisadores, gestão administrativa e de pessoas, uso público, turismo nos parques, pesquisa de biodiversidade, orçamento e finanças. Os dados podem ser utilizadas para fins educativos e de pesquisa e, também, pela imprensa.

“A ferramenta é bastante intuitiva e muito poderosa para consulta, análise e integração de dados. Todos os seus gráficos e tabelas são interconectados, de modo que, ao fazer qualquer seleção na visualização, as informações são rearranjadas segundo o critério selecionado”, afirmou Marcelo Kinouchi, chefe da Divisão de Gestão Estratégica e Modernização do ICMBio.

A coordenadora de projetos do IPÊ, Fabiana Prado, disse, por sua vez, que, "além da transparência dos dados e de reunir em um único lugar informações tão relevantes, a ferramenta vai proporcionar um ganho de escala no trabalho de gestão das unidades de conservação, otimizando e qualificando a tomada de decisão de quem trabalha diariamente para o desenvolvimento das UCs federais".

O IPÊ, organização que atua há 25 anos pela proteção da biodiversidade, apoiou a implementação desta ferramenta, por meio do projeto Motivação e Sucesso na Gestão de UCs, em conjunto com a Fundação Moore. O projeto ocorre em parceria com o ICMBio há seis anos e busca ampliar a qualidade da gestão das UCs no Brasil, por meio do incentivo às boas práticas dos gestores de áreas protegidas. Para isso, dá apoio técnico, capacitação e promove debates entre os seus principais articuladores e interessados.

Acesse o Painel online de UCs clique aqui

Fonte: ICMBio

23.5.17

GDF é condenado a elaborar plano de gerenciamento de resíduos para o Hospital de Sobradinho

Ação da Prodema questionava a ausência do documento, previsto em lei desde 1993


O Governo do Distrito Federal foi condenado a elaborar, em 60 dias, plano de gerenciamento de resíduos de serviço de saúde para o Hospital Regional de Sobradinho. Também deverá comprovar sua implementação no prazo máximo de 90 dias, contados a partir da aprovação do plano pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). A sentença é resultado de ação civil pública proposta pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema).

Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente, de 1993, determina que os serviços de saúde elaborem plano de gerenciamento de resíduos. A obrigação também está contida na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. Apesar das diversas multas recebidas, o Distrito Federal continua desrespeitando a legislação, o que pode colocar em risco o meio ambiente e a saúde da população.

De acordo com a sentença da Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal, “a ausência do plano de gerenciamento já se constitui, de per si, dano ao interesse jurídico de proteção ambiental, posto que permite o manejo inadequado dos resíduos sólidos de uma unidade hospitalar, aumentando sobremaneira o risco inerente a tal atividade”.

Outras informações sobre o Processo nº 2017.01.1.002616-2 clique aqui

Fonte: MPDFT

18.5.17

Lidar com a imaturidade empresarial: o maior desafio do profissional da área ambiental

Por Renata Pifer*

Com uma formação diferenciada, o engenheiro, gestor ou qualquer profissional que se dedique à área ambiental, atua no mercado a fim de buscar minimizar os efeitos negativos das atividades humanas sobre o Meio Ambiente, ou seja, o principal objetivo deste profissional é promover um equilíbrio entre as atividades antrópicas e os recursos presentes na natureza. Podemos dizer que “A principal função do Profissional Ambiental é preservar a qualidade da água, do ar e do solo e buscar medidas mitigadoras quando o dano ambiental não pode ser evitado. Para isso ele planeja, coordena e administra redes de distribuição de água e estações de tratamento de esgoto, supervisiona a coleta e o descarte dos resíduos, avalia o impacto de grandes obras sobre o meio ambiente para prevenir danos, atua na prevenção contra a poluição causada por indústrias. Em agências de meio ambiente e em polos industriais, controla, previne e trata a poluição atmosférica. Pode, ainda, monitorar o ambiente marinho e costeiro, atuando na prevenção e no controle de erosões em praias. De modo geral, tanto no âmbito público como privado, sua atuação visa atender aos objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente e das demandas que o mercado de trabalho exige.”

Tão grande quanto a descrição da profissão é a problemática na sua atuação, na maioria das vezes.

A profissão é ainda relativamente nova, e apesar de ser considerada uma das mais promissoras do futuro com a crescente onda de consciência ecológica, muitos profissionais ainda encontram grande dificuldade em conseguir seu espaço no mercado do trabalho.

Os motivos são inúmeros quer seja pelas barreiras impostas pela política e economia brasileira, quer pelas limitações e falta de conhecimento das empresas. É comum acontecer: mesmo com um plano de preservação e prevenção e uma gestão de riscos criteriosa, perfeito, o profissional não conseguir implantar suas ideias e projetos.

Pesquisas recentes têm apontado como o maior desafio do profissional da área ambiental, a desinformação do próprio contratante. Os sinais de despreparo da empresa podem variar, mas costumam girar em torno alguns eixos principais.

O primeiro é a insegurança. Essa é uma fragilidade que aparece principalmente em empresas que contratam um profissional ambiental somente para cumprir requisitos legais ou de contratos com terceiros. A falta de conhecimento e o fato de terem sido “obrigados” a constratar um novo profissional ou consultoria as deixam inseguras e pouco receptivas a qualquer inovação mesmo que esta venha a trazer melhorias.

O segundo é a confiança. “Empresas imaturas muitas vezes se consideram infalíveis, e precisam mostrar isso o tempo todo. Para isso, elas definitivamente não se dispõem à mudanças, escondem falhas e não reconhecem quando estão errados”.

O que tenho observado é que nenhuma dessas atitudes está necessariamente vinculada ao porte ou tempo de funcionamento da empresa. Embora pequenas empresas e com menos tempo de operação sejam mais suscetíveis a esse tipo de armadilha, o comportamento também pode aparecer em empresas que já cumulam anos de experiência. E esse é o pior dos casos, quando a imaturidade não é falta de “quilômetros rodados”, mas sim um traço da “personalidade da empresa”. “Se a empresa continuar infantil apesar da idade, infelizmente há pouco a fazer”.

Pois bem, mesmo que ainda o quadro atual seja considerado desfavorável e o Profissional Ambiental encontre algumas dificuldades em sua carreira, o saldo da profissão é bastante positivo. Em um cenário de recorrentes desastres ambientais e escassez de recursos naturais, um profissional capacitado para lidar com os impactos ambientais e promover o desenvolvimento sustentável se mostra cada vez mais importante e indispensável para o futuro da sociedade, cabendo ao mesmo provar o seu valor e, paralelamente, conquistar espaço através do diferencial e relevância do seu trabalho.

*Renata Pifer - Consultora, Mentora e Palestrante em Gestão Ambiental e Estratégias Sustentáveis, Executive and Business Coach. Consultora e Analista Comportamental e Trainer.

Fonte: Administradores

15.5.17

Prêmio Professores do Brasil – 10ª Edição - 2017

10ª edição do Prêmio Professores do Brasil

O Prêmio Professores do Brasil objetiva reconhecer o mérito de professores pela contribuição dada à melhoria da qualidade da Educação Básica por meio do desenvolvimento de experiências pedagógicas bem sucedidas.

Premiação em temáticas especiais: 
- Conservação e uso consciente da água. Serão premiados até 6 (seis) professores cujos relatos de prática pedagógica apresentem estratégias de reflexão e ação quanto à conservação e uso consciente dos recursos hídricos. Premiação: participação no Fórum Mundial da Água, em março de 2018 em Brasília/DF, com espaço para apresentação dos trabalhos premiados e despesas pagas pela Agência Nacional de Águas – ANA.

Inscrições e envio dos relatos (exclusivamente online, por meio da página eletrônica do Prêmio): 08 de maio a 25 de agosto de 2017.

Outras informações clique aqui

11.5.17

Programa Palmas Solar dá desconto de até 80% no IPTU

Um programa inovador de incentivos à energia solar, que alia a economia de energia aos incentivos fiscais municipais - Palmas Solar, já conta com 24 adesões de pessoas físicas e uma indústria. O programa é considerado um dos mais ousados nesta área no Brasil e tem como objetivo promover o desenvolvimento sustentável através da adoção de mecanismos de energia solar em Palmas/TO. “O programa mostra acima de tudo a preocupação da gestão do prefeito Amastha no que tange a termos uma cidade limpa em todos os sentidos”, disse o administrador de empresas Rodrigo Margonari de Faria.

Rodrigo Margonari conta que ao aderir ao programa conseguiu um incentivo municipal na ordem de 80% de desconto no IPTU por cinco anos. “Com a entrada da Prefeitura, temos apoio das três esferas - Federal (PIS e COFINS), Estadual (ICMS) e Municipal (IPTU)”, lembrou.

Quem também está satisfeito com o programa é o proprietário da Industec, empresa do ramo de artefatos de concreto, Eduardo Taniguchi. “Estou satisfeito, pois é bem vantajoso e recomendo aos outros empresários que faça o mesmo”, ressaltou ele.

Criado por meio da Lei Complementar nº 327, de 24 de novembro de 2015, o Palmas Solar estabeleceu incentivos ao desenvolvimento tecnológico, ao uso e à instalação de sistemas de conversão e/ou aproveitamento de energia solar. “Todos que aderiram ao programa tiveram redução na conta de energia, com pagamento da taxa mínima, além de terem sido beneficiados com os incentivos fiscais”, disse o secretário executivo da Secretaria de Projetos Captação de Recursos e Energias Sustentáveis (Secres), Sérgio Faria.

De acordo com o secretário, qualquer cidadão ou empresa que adequar suas instalações, conforme o projeto e as diretrizes da concessionária de energia elétrica poderão requerer adesão ao programa Palmas Solar e ter acesso aos benefícios oferecidos. Para isso, basta procurar uma unidade de atendimento do Resolve Palmas e apresentar a documentação necessária para incentivo fiscal com redução, conforme a Lei Complementar número 327/2015 e o Decreto número 1.220/2016, publicados no Diário Oficial do Município.

Benefícios
As isenções fiscais recaem sobre Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), Outorga Onerosa e Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), de acordo com a propriedade, se de pessoa física ou jurídica, por até 20 anos.

Faria lembrou ainda que há incentivos para quem instalar energia solar em suas residências e nas empresas. Já para as construções públicas há obrigatoriedade da instalação. “A Lei prevê que não haja nenhuma obra pública municipal sem a previsão de energia fotovoltaica”, explicou.

Descontos
Quem aderir ao Palmas Solar poderá ter:

- Descontos de até 80% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), proporcional ao índice de aproveitamento de energia solar.

- Descontos de até 80% do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), incidente sobre: I - os projetos, as obras e instalações destinadas à fabricação, comercialização e distribuição de componentes para os sistemas de energia solar; II - os serviços de instalação, operação e manutenção dos sistemas de energia solar, pelo prazo de até 10 anos.

- Descontos de até 80% do Imposto de Transferência de Bens Imóveis (ITBI), proporcional ao índice de aproveitamento de energia solar.

Toda edificação preexistente que se adequar à geração fotovoltaica de acordo com o estabelecido nas resoluções da ANEEL e/ou for equipada com sistema de aquecimento de água por energia solar e comprovar seu índice de aproveitamento de energia solar terá direito aos benefícios citados anteriormente.

Acesse a Lei Complementar nº 327/2015 clique aqui
Acesse o Decreto nº 1.220/2016 clique aqui

Fonte: Prefeitura de Palmas-TO

17.4.17

Programa Goiás Solar é lançado

O Programa Goiás Solar é parte do esforço do Governo do Estado de Goiás, por meio da SECIMA, para a elaboração de Políticas Públicas e adoção de medidas promotoras do desenvolvimento da energia solar fotovoltaica em Goiás e as demais fontes renováveis, valorizando os recursos naturais estratégicos para o crescimento da economia goiana, o desenvolvimento de novos negócios, empregos diretos e de qualidade com responsabilidade e incentivo da cadeia produtiva.

Propõe capilarizar o Programa Goiás Solar, para todas as regiões do estado, fomentando o uso de energia solar fotovoltaica em áreas urbanas e rurais, aumentando a participação da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica do Estado, trazendo maior segurança energética e diversificação no atendimento à população e empresas da região, bem como contribuindo para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

OBJETIVO GERAL
O Programa Goiás Solar busca resolver a questão emergente da microgeração e minigeração distribuída a partir de fontes renováveis de energia, em especial a solar fotovoltaica, no estado de Goiás, viabilizando a atração e o fomento de empreendimentos, assim como, estimulando iniciativas disseminadas do uso eficiente de energia solar em atendimento ao modelo de complementaridade às demais fontes que compõe a matriz energética do estado de Goiás.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
• Promover o crescimento e capacidade instalada, para geração centralizada e distribuída de energia solar;
• Reduzir a carga tributária;
• Articular a oferta de linhas de financiamento com prazos e juros competitivos;
• Simplificar o processo de licenciamento;
• Interceder junto às concessionárias para a simplificação e agilidade dos processos de habilitação dos empreendimentos;
• Fortalecer a cadeia produtiva do setor de energia solar fotovoltaica;
• Viabilizar o acesso a suprimento de energia para consumidores em geral, melhorando a qualidade e acesso as linhas de transmissão, a eficiência e a competitividade;
• Estimular a criação e desenvolvimento de empresas inovadoras, a partir de fontes renováveis.

Outras informações clique aqui

Fonte: Secima

Plano Distrital de Saneamento Básico e de Gestão de Resíduos Sólidos está disponível para consulta

O Plano Distrital de Saneamento Básico e de Gestão de Resíduos Sólidos estiveram na pauta da reunião ordinária do Conselho da APA (Área de Proteção Ambiental) do Planalto Central, na última sexta-feira (7/4). O representante da Adasa, Eduardo Carvalho, a convite do conselho fez uma apresentação resumida do PDSB e do PDGIRS aos 15 representantes presentes.

Após breve debate, votou-se pela convocação de reunião extraordinária para a apresentação do próximo produto que está sendo desenvolvido pela consultora contratada, referente aos Prognósticos, Condicionantes, Diretrizes, Objetivos e Metas, de forma a que o conselho possa dar contribuições ao trabalho em construção.

A APA do Planalto Central - ICMBio soma 65% do território do Distrito Federal e é conhecida como Parque Nacional de Brasília. Seu conselho é composto por 30 entidades da sociedade civil e instituições públicas (Ibama, Ministério Público, Ministério do Meio Ambiente, Agência Nacional de Águas, Confea, UnB, universidades particulares, entre outros). A APA é gerida pelo ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia do governo federal vinculada ao Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Diagnóstico disponível para download:
Produto 2 - Caracterização Distrital e Diagnósticos Situacionais, este produto é o resultado do levantamento das informações do DF, junto com a participação da população nas Audiências Públicas que aconteceram em janeiro/2017.






Acesse também o Relatório Síntese(Jan/2017) clique aqui

Fonte: Plano de Saneamento DF

13.4.17

SLU abre licitação para gestão de resíduos sólidos do DF

Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal (SLU)
Pregão Eletrônico nº 02/2017


Objeto: Contratação de empresa(s) especializada(s) para os seguintes serviços: coleta e transporte de resíduos sólidos urbanos, inclusive em áreas de difícil acesso; coleta manual de entulhos, coleta mecanizada de entulhos, varrição manual de vias e logradouros públicos, varrição mecanizada de vias e logradouros públicos; operação das unidades de transbordo e serviços complementares (limpeza e lavagem de vias, equipamentos e bens públicos; catação de materiais soltos em vias públicas e áreas verdes; frisagem e pintura mecanizada de meios-fios; e limpeza de pós-eventos); além da caracterização dos resíduos sólidos por meio dos estudos gravimétricos; instalação de LEV (Local de Entrega Voluntária); instalação de contêineres semienterrados; instalação de lixeiras/papeleiras em diversos pontos do DF; implantação de programa de mobilização social; implantação de programas, equipamentos de rastreamento e monitoramento das rotas via satélite e implantação de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), nas áreas Regiões Administrativas do Distrito Federal, urbanas e rurais.

Data de abertura: 10/05/2017

Valor estimado: R$ 1.518.241.578,91 (um bilhão, quinhentos e dezoito milhões, duzentos e quarenta e um mil, quinhentos e setenta e oito reais e noventa e um centavos).

Vigência do contrato: 5 anos

Outras informações clique aqui 

Fonte: SLU-DF

11.4.17

Poluição é visível em córrego no Recanto das Emas/DF

Reportagem do DFTV/Globo mostra o Córrego Estiva (Vargem da Benção) com poluição visível, apresentando grande quantidade de espuma, forte odor de esgoto, vegetação e solo degradados. O local da poluição ambiental fica a 1 km da estação de tratamento de esgostos, no Núcleo Rural Vargem da Benção, região Administrativa do Recanto das Emas, no Distrito Federal.

Assista à reportagem clique aqui

Fonte: DFTV / Globo.

6.4.17

MPDFT entrega ao GDF lista com 64 sugestões para o enfrentamento da crise hídrica

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou ao Poder Executivo nesta terça, 4 de abril, documento com as contribuições da instituição para o enfrentamento da crise hídrica. São 64 itens, que incluem sugestões formuladas durante a audiência pública organizada pelo MPDFT e dados compilados pelos promotores de Justiça responsáveis pelo acompanhamento da crise. Assinam o documento o procurador-geral de Justiça, Leonardo Bessa, a procuradora distrital dos Direitos do Cidadão, Maria Rosynete Lima, e promotores de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, da Ordem Urbanística e do Consumidor.

Entre as medidas sugeridas estão a ampliação do racionamento; a criação de metas de redução do consumo; a definição de critérios para o uso de água da chuva e o reúso de água cinza (água utilizada em processos residenciais, como lavagem de roupas); a revisão do posicionamento sobre a dispensa de licença para a perfuração de poços; o aperfeiçoamento dos critérios de concessão de outorga de água e de seu monitoramento; e a alteração do modo de plantar as compensações florestais, para que produzam florestas verdadeiras e não apenas conjuntos de árvores.

Também foram contemplados temas como a economia de água no setor público; a implantação de medidas para diminuir a perda de água no sistema de distribuição da Caesb; o mapeamento e a recuperação de nascentes; o incentivo à produção agrícola orgânica e agroecológica, em especial em áreas de proteção de mananciais, e a adequação dos projetos de parcelamento do solo da Terracap à realidade da escassez hídrica, com adoção de tecnologias e soluções sustentáveis no abastecimento, no esgotamento sanitário e na drenagem pluvial.

Para a promotora de Justiça Marta Eliana de Oliveira, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema), a situação é crítica, mas não deve ser enfrentada apenas com foco em medidas emergenciais. “Deve-se também dar ênfase à necessidade de mudar definitivamente a cultura do desperdício e de evitar novas crises no futuro, com planejamento e ações estruturantes destinados tanto a poupar água quanto a recuperar os ecossistemas que a produzem e vêm sendo degradados com a expansão urbana especulativa”, afirmou.

Além do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, receberam o documento o Comitê de Governança do Território; o Escritório de Projetos Especiais; a Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal; a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; as Secretarias de Gestão do Território e Habitação; do Meio Ambiente de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Segurança Pública; de Infraestrutura e Serviços Públicos; a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal; o Instituto Brasília Ambiental; a Agência de Fiscalização; a Companhia de Planejamento do Distrito Federal; a Companhia Urbanizadora da Nova Capital; a Delegacia Especial do Meio Ambiente; e a Polícia Militar.

Acesse o documento "Contribuições do MPDFT para o enfrentamento da crise hídrica no Distrito Federal" clique aqui

Fonte: MPDFT

31.3.17

Caesb reativa captação de água no Rio Alagado, no Gama/DF

A captação de água no Rio Alagado, no Gama/DF, foi reativada nesta semana, o que vai beneficiar cerca de 16 mil moradores da região.

A medida faz parte de várias outras que a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) tem adotado para fortalecer o abastecimento da população do Distrito Federal diante da crise hídrica.

Para captar 20 litros por segundo do Alagado, a companhia restaurou uma unidade de tratamento e, assim, melhorou a infraestrutura do local.

Além disso, foram recuperados 4 quilômetros de trechos da adutora, e uma válvula redutora de pressão foi instalada. A água captada passa por um tratamento simplificado e é encaminhada para a própria rede de distribuição.

Melhorias na captação para abastecer Jardim Botânico e Lago Sul
A Caesb também promoveu melhorias na captação do Córrego Cabeça de Veado, que nasce dentro de área protegida, passa perto do Jardim Botânico e do Lago Sul e deságua no Lago Paranoá.

Esse córrego é responsável por complementar o fornecimento de água aos habitantes do Jardim Botânico e do Lago Sul.

A Caesb fez uma análise da elevatória e, com a troca dos rotores, aumentou a eficiência das bombas.

Quatro bombas foram revitalizadas, o que possibilitou o aumento da vazão de captação no córrego de 110 para 150 litros por segundo.

Córrego Crispim também reforça abastecimento no Gama
Também no Gama, desde novembro de 2016, cerca de 15 mil pessoas já são abastecidas pelo Córrego Crispim, que fica na cidade. Nesse curso d’água, são captados 40 litros por segundo.

Para isso, reativaram-se 3 quilômetros e construíram-se mais 180 metros de redes de 300 milímetros de diâmetro.

A água captada passa por um tratamento simplificado e depois é encaminhada para o Reservatório do Gama, de onde é distribuída à população.

Poço em São Sebastião beneficia 4 mil pessoas
Em São Sebastião, para contribuir com o fornecimento de água à região administrativa, a Caesb ativou um poço.

A estrutura tem capacidade para produzir 10 litros de água por segundo, o que beneficia 4 mil moradores locais.

Fonte: Agência Brasília


Conheça também a história do Córrego Crispim e Rio Alagados, que em 1989 já sofriam com os efeitos da poluição clique aqui

Escola do DF constrói sistema de reúso de água para manter horta

Em meio ao racionamento, o Jardim de Infância da 404 Norte (Asa Norte - Brasília/DF) encontrou uma boa solução para manter a irrigação da hortinha, que é motivo de orgulho dos funcionários do colégio há 14 anos. Com alguns metros de encanamento e uma caixa d’água de 500 litros, a escola construiu um sistema de reúso da água do bebedouro para regar as hortaliças.

O sistema sustentável foi inaugurado nesta quinta-feira (30/3), em clima de comemoração. “Por dia, o bebedouro jogava mil litros de água fora. Agora, redirecionamos esse desperdício para a horta”, diz Vyviane Marques Moraes, professora da equipe de apoio pedagógico e mãe de Mateus, 5 anos, estudante do 2º período e apaixonado por tomates.

A hortinha, além de fazer a alegria de Mateus, representa ainda mais para Vyviane: é uma lembrança do filho João Marcos, 7, ex-aluno do jardim de infância e que perdeu a vida em um grave acidente de carro em 2010, junto com irmão mais novo, Pedro Lucas, 3. “Ele gostava muito da horta, de mexer na terra, de pegar nas plantinhas e experimentar as frutas. Gostava do verde, de brincar com água”, recorda-se.

Trabalho em equipe
Desde fevereiro, pais e funcionários formaram uma força-tarefa para arrecadar dinheiro, canos e a caixa d’água. O trabalho braçal ficou por conta de dois vigias e o avô de um aluno. Foram quatro dias de esforço para deixar a estrutura pronta para uso. A água, que antes era desperdiçada do bebedouro, agora é canalizada para a caixa d’água. Lá, ela é filtrada e bombeada. Serve tanto para molhar a horta quanto a areia do parquinho.

Consciência ecológica
Também foram reinaugurados um minhocário e uma composteira para produzir adubo orgânico que será utilizado na hortinha.

A horta faz parte de um projeto maior, que inclui também a construção de sistemas para reaproveitamento de água da chuva e criação de peixes — conhecido como aquaponia. A ideia é deixar tudo pronto até o fim do ano.

Fonte: Metrópoles

30.3.17

Escola do DF consegue zerar conta de energia com instalação de painéis solares

Uma Escola particular situada na área Octogonal de Brasília/DF instalou 630 painéis para captação de energia solar, na cobertura de seus quatro prédios. Além da instalação das placas fotovoltaicas, a escola trocou 50% das lâmpadas por LEDs. Atualmente, após 7 meses de instalação dos painéis solares, a escola conseguiu zerar a conta de energia elétrica, o que antes girava em torno de 25 mil reais.

Assista à reportagem completa do Globo Comunidade DF (a partir do minuto 05:15) clique aqui

Fonte: G1 / Globo Comunidade DF

Reaproveitamento de Água das Chuvas e de Máquinas de Lavar Roupas no DF

Em entrevista ao Bom Dia DF - TV Globo, o professor da Universidade de Brasília (UnB) Daniel Santana, especialista em conservação de água, explica como reutilizar a água da máquina da lavar roupas, também conhecida como "águas cinzas". 


Assista à reportagem completa clique aqui

Fonte: G1 / Globo

28.3.17

Sema lança licitação para redesenhar o Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Distrito Federal - SEMA-DF publicou edital de Concorrência Pública nº 01/2017 para redesenhar o Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal - FUNAM.

EDITAL DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA N.º 01 /2017-SEMA-DF

OBJETO: contratação de Serviços de CONSULTORIA ESPECIALIZADA para elaboração de estudos de análise, revisão e desenvolvimento do redesenho organizacional do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal – FUNAM, no propósito de ampliar a arrecadação e revisar as normas, regras e regulamentos.

Data de abertura das propostas: 19/04/2017
Valor estimado: R$ 102.262,50

Mais informações: clique aqui

Fonte: Sema/DF

21.3.17

Novo Projeto Mensageiros da Água nas escolas do DF

Projeto da Educação em parceria com a Caesb prevê que professores ou coordenadores criem ações de uso sustentável do recurso hídrico e levantem dados sobre o consumo

Professores e coordenadores da rede pública do Distrito Federal serão escolhidos para criar ações de uso sustentável de água e levantar dados sobre o consumo nas escolas. Eles farão parte do Projeto Mensageiros da Água, parceria da Secretaria de Educação com a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).

A ideia é conscientizar estudantes e servidores do ensino público sobre a crise hídrica e acompanhar os gastos e necessidades das unidades de ensino. O cargo de mensageiro da água foi instituído por meio de uma circular assinada pelo subsecretário de Educação Básica, Daniel Crepaldi.

“Essas informações serão usadas para que a secretaria e a Caesb tenham conhecimento das realidades de consumo de água de cada unidade. Há escolas no DF sem caixa d’água, em área rural ou com plantação de horta”, explica a assessora do gabinete da Secretaria de Educação, Luciana Oliveira.

Depois de escolhidos, os mensageiros farão uma oficina de formação para o cargo, prevista para ocorrer em abril. Um manual será distribuído para as coordenações regionais de ensino e às coordenações da Subsecretaria de Educação Básica, com cartazes e fôlderes de orientação.

Fonte: Agência Brasília

20.3.17

Tratamento de lixo no Japão é exemplo de cuidado com o ambiente

Assista à reportagem completa clique aqui

O bom exemplo no tratamento do lixo vem do outro lado do mundo. O Bom Dia Brasil - TV Globo visitou um lugar que transforma lixo em energia no Japão.

As ruas das cidades são absolutamente limpas. A preocupação das pessoas vai além da reciclagem. O cuidado é não produzir muito lixo, mas é inevitável ter sujeira, dejetos, coisas que a gente joga fora. A visita a uma moderna usina de tratamento mexe com a cabeça da gente.

Elas se espalham pelo Japão. De longe, parecem prédios, mas são chaminés, a parte mais visível de como os japoneses usam o lixo. Não há depósitos abertos, lixões, mas locais como o da Cidade de Saitama, vizinha a Tóquio.

O entra e sai dos caminhões é constante. Trazem lixo dos bairros ao redor, quase 400 toneladas por dia. Os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Cada caminhão traz um tipo de lixo, tratados de forma diferente.

Por trás das portas, fica o depósito de lixo orgânico. Quando os caminhões descarregam, é que descobrimos o tamanho do desafio: enorme. Tudo que chega é controlado de uma sala de vidro, um operador carrega remotamente o lixo até o incinerador.

Lá dentro, a queima acontece por uma hora, à temperatura de 1.800 graus centígrados. De um lado, forma-se um gás, que por uma tubulação alimenta uma turbina geradora de energia. De lá, sai eletricidade para atender o equivalente 10 mil casas. De outro, o que sobra da tal queima, resíduos e metais, que são reaproveitados em sua quase totalidade como, por exemplo, para asfaltar ruas.

No mesmo prédio, mas para outro grande depósito, vai o lixo reciclável, o cuidado ali é outro. Essa enorme garra de aço tem capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. Lá no fundo, só tem plástico. Todo esse material vai para uma separação manual, antes de ir para reciclagem.

O processo é rápido. Funcionários separam garrafas pet do plástico comum. Latas de alumínio, metais, são distribuídos em outro setor. E, no final, tudo já sai embalado, limpo, pronto para ser vendido para centros de reciclagem. Assim, do total de lixo que chega à usina, apenas 4% não rendem nada, mas só até agora.

Um dos funcionários me conta que, no futuro, ainda serão aproveitados esses 4%, retirando vários tipos de metal contidos ali.

Para quem se espanta com tanta dedicação ao lixo tem mais. Em um prédio ao lado, foi montado um centro social, onde os moradores se encontram. Podem mergulhar em banheiras com água a 40 °C, fazem ginástica. Tudo funciona com a energia gerada na turbina do lixo.

O senhor Ishikawa, de 70 anos, vai quase todo o dia e diz que essa é uma boa iniciativa para aproveitar o lixo e manter os idosos saudáveis. O japonês aprende que, quando se trata de lixo, nada pode ser desperdiçado.

A queima do lixo pode ser perigosa, pode jogar poluentes na atmosfera, mas os japoneses dizem que colocaram filtros poderosos nas chaminés. O custo total de uma usina como essa, com área de lazer e tudo, é salgado, quase R$ 800 milhões.

Alguns podem dizer, "O lixão é mais barato". Mas no longo prazo não é: pelo impacto ambiental de um lixão, nos rios, no solo, na saúde das pessoas. Lixo abandonado não gera energia, não bota aqueles velhinhos para se encontrar, se exercitar. Lixo não precisa ser problema, se for bem administrado.

Assista à reportagem completa clique aqui

Fonte: G1 / Globo

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...