6.8.17

Volume de esgoto no rio Paranoá causou morte de milhares de peixes, diz Ibram

Relatório do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) aponta que a morte de milhares de peixes às margens do rio Paranoá, no Distrito Federal, no início do mês de julho/2017, ocorreu por dois fatores. Segundo o órgão, a barragem do Lago Paranoá ficou durante o período de seis dias com a vazão das comportas reduzidas a zero, e a Caesb não reduziu o volume de esgoto tratado lançado no Rio Paranoá durante esse intervalo de tempo.

Em nota, o Ibram informou que, após a constatação, autuou a CEB e a Caesb em R$ 375,1 mil, cada, e a Adasa em R$ 94.167,17. De acordo com o instituto, a CEB é a responsável pelo fechamento das comportas, e a Caesb, pelo despejo do esgoto.

A CEB disse que vai recorrer contra a multa. A Caesb também informou que pretende recorrer da decisão e da multa. A Adasa afirmou que prepara mandado de segurança "por abuso de autoridade e usurpação de poder", a fim de anular o auto de infração do Ibram.

Segundo o Ibram, a Adasa não cumpriu algumas de suas competências legais, como a outorga de lançamento de esgoto – solicitada pela Caesb em 2006 – e a definição da vazão remanescente mínima da barragem.

O Ibram também advertiu a Caesb para que a companhia implemente, em 90 dias, mecanismos para ajustar o volume de esgoto tratado em relação à quantidade de água disponível no Lago Paranoá.

Além disso, determinou que a Adasa envie atos regulamentares sobre o despejo de esgoto no Rio Paranoá e estabeleça a vazão remanescente mínima na barragem, no prazo de 60 dias.

O que dizem Ceb, Caesb e Adasa
A CEB disse que vai recorrer em todas as instâncias da multa imposta pelo Ibram. A companhia informou por meio de nota que "adotou todos os procedimentos administrativos e operacionais e manteve uma vazão mínima da jusante do rio Paranoá, conforme resolução da Adasa".

Disse ainda que informou à Adasa "a necessidade da abertura das comportas, porém a autorização para isso foi dada tardiamente".

A Adasa afirma que determinou a abertura das comportas nos dias 1º e 3 de julho, e que a ação "teve efeito positivo imediato interrompendo a mortandade de peixes". Antes disso, em junho, as comportas permaneceram fechadas porque a CEB estava com problemas nas turbinas de geração de energia.

A Adasa disse também que "prepara mandado de segurança por abuso de autoridade e usurpação de poder, a fim de anular o auto de infração emitido pelo órgão ambiental, pois entende não ser competência do IBRAM definir ou estabelecer obrigações para que a Agência Reguladora cumpra suas funções".

A Caesb enviou nota dizendo que "discorda da conclusão do trabalho realizado pelo Ibram sobre a mortandade de peixe no rio Paranoá, tendo em vista que não existe possibilidade de redução da vazão de lançamento de efluentes das Estações de Tratamento de Esgotos".

Segundo a companhia, "não houve variação de operação da ETE Paranoá e a mortandade foi causada pela redução do volume de água do rio, tanto que o fenômeno não voltou a ocorrer depois que as comportas foram abertas".

A Caesb também disse que vai recorrer da decisão e da multa aplicada.

Relembre o caso
Em 1º de julho, o repórter Edson Ferraz, da TV Globo, esteve no Rio Paranoá acompanhado do gerente de fiscalização do Ibram, Saulo Mendonça, que identificou, entre os peixes mortos, espécies como lambari, cascudo e piau.

Moradores da região contaram que os peixes começaram a morrer quando a água começou a ficar escura e a exalar cheiro de esgoto.

Fonte: Globo G1-DF

Embaixada da Suíça instala 700m² de placas de energia solar no DF

O céu é amplo, o terreno é plano, a localização no centro do país é ideal. Durante três ou quatro meses, nem uma gota de chuva e poucas nuvens bloqueiam a luz do sol. Mesmo assim, 100% da energia que abastece a capital federal vêm de hidrelétricas: 80% da estação de Furnas e 20% de Itaipu. Por causa da falta de água nesta época do ano, apesar de todo o potencial, o brasiliense paga mais pela conta de luz: começou a valer, na última terça-feira (1º/8), a bandeira vermelha que acrescenta R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo um estudo divulgado pela WWF Brasil em novembro de 2016, Brasília é uma das cidades com maior potencial no país para produção de energia solar. Enquanto o Brasil já apresenta uma irradiação mínima maior do que a de países que investem pesado na tecnologia (Japão, Inglaterra e Alemanha, por exemplo), o Distrito Federal desponta acima da média nacional em poder de captação. De acordo com a pesquisa, se apenas 0,41% da área da cidade fosse coberta com módulos fotovoltaicos, a energia produzida seria suficiente para alimentar a cidade inteira.

Em parceria com estudantes de tecnologia da Faculdade do Gama da Universidade de Brasília, a WWF descobriu que é preciso cobrir 24km² dos 5780km² de área do DF com placas, e que é possível fazer isso sem gastar espaço no chão: telhados são perfeitos para a empreitada. Os voluntários mapearam tetos de casas e prédios do Plano Piloto, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul e Park Way. Essas regiões podem juntas oferecer 73% da energia elétrica demandada pela cidade inteira.

A embaixada da Suíça
Pensando nesses números animadores, a Embaixada da Suíça inaugurou, na última quinta-feira (3/8) uma das maiores instalações fotovoltaicas particulares da cidade. Usando 700 m² dos telhados das construções que fazem parte da embaixada, o objetivo é gerar mais de 100 kWp para abastecer os três prédios do local e duas casas no Lago Sul.

A Suíça está envolvida com a geração de energia limpa há algum tempo e isso inspirou a ação da embaixada em Brasília. Um dos primeiros aviões movido por energia solar a voar foi obra de engenheiros do país europeu. A Cabana Monte Rosa, inaugurada em 2009 nos Alpes, é outro exemplo: 90% de sua energia é gerada por painéis fotovoltaicos. Em maio de 2017, foi aprovada, em referendo, a “Estratégia Energética 2050”, que proíbe a construção de novas usinas de energia nuclear e promove as fontes de energia renovável.

O preço
Um dos principais empecilhos para a adoção das placas fotovoltaicas é o custo. Um bloco do Plano Piloto com seis andares tem 1250m², e cada apartamento gasta, em média, 215 kwh/mês de energia. Seria suficiente cobrir 494m² (apenas 39,52% da área) para abastecer todos os moradores do edifício por cerca de 20 anos.

Mas a conta é cara: o estudo orça em cerca de R$ 356 mil o investimento. Nos dois primeiros anos, os condôminos pagariam o dobro do que gastam na conta de luz comum, mas, depois, viveriam 20 anos pagando apenas o preço da manutenção das placas de energia solar.

Fonte: Metrópoles

3.8.17

Lava a jatos inovam e economizam água em Brasília/DF

Se todos os proprietários de automóveis do Distrito Federal lavassem os veículos hoje, a quantidade de água gasta poderia abastecer, durante um mês, uma cidade com mais de 50 mil habitantes. A frota na capital é de 1.205.537. Em lava a jatos tradicionais, usam-se, em média, 200 litros de água para a limpeza de cada carro. O gasto é tão grande que supera até mesmo o consumo diário de um morador da cidade, de aproximadamente 150 litros, segundo a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb).

Fazer a limpeza ecológica se tornou uma saída para alguns empreendimentos brasilienses. Há 10 anos, uma empresa especializada em lavagem a seco se tornou o negócio do geólogo Flávio Bonfá, 66. A ideia surgiu quando um amigo, que estava nos Estados Unidos, explicou como funcionava o processo de limpeza de tanques do Exército no deserto. “O produto retira a camada magnética que existe entre a sujeira e a pintura do carro. Tudo isso sem utilizar água”, afirma.

Na 214 Sul, o reúso de água está em fase de teste em um lava a jato. Implementado há 10 meses, o sistema permite o reaproveitamento de até 90% da água utilizada na lavagem dos carros. Segundo o diretor operacional do comércio, Daniel Benquerer, 30, a expectativa é de que o investimento se pague em um ano e meio. “Estamos em fase de adequação. Utilizamos um intenso fluxo de água, ainda não conseguimos realizar todos os ajustes”, explica. No local, uma bomba manda a água para a parte de cima do estabelecimento. Até chegar à caixa d’água, o líquido próprio para realizar a limpeza de um carro passa por três recipientes e um filtro com areia e brita.


O meio ambiente foi o principal impulsionador na ideia de investir no reúso. O lavador Édipo Jackson Ferreira dos Santos, 28, conta que, para realizar a limpeza da água, o sistema usa apenas 25 minutos. “Mesmo com pouco tempo de uso, estamos com uma grande economia. Antes, precisávamos de dois a três caminhões-pipa por semana. Agora, pedimos apenas um por mês”, afirma Édipo.

Assista ao vídeo da reportagem:



Fonte: Correio Braziliense

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