12.5.10

Hotel Residencial Brisas do Lago aproveita EIA/RIMA da Ponte JK


O Relatório de Impacto Ambiental Complementar (RIAC) para a obtenção de licença prévia que autorize a construção do Hotel Residencial Brisas do Lago, no Setor de Clubes Esportivos Sul (Lote 05, Trecho 04 - entre a Ponte JK e a Academia de Tênis), foi apresentado na manhã desta segunda-feira, 10 de maio, durante audiência pública. Sob responsabilidade da Beira Lago – Empreendimentos Imobiliários, o projeto prevê uma área construída de 58 mil m², com 750 leitos, na orla do Lago Paranoá. 
 
Segundo a Ecotech Tecnologia Ambiental e Consultoria – empresa responsável pelos estudos ambientais referentes ao licenciamento –, a área prevista para a construção do empreendimento é, de acordo com o Plano de Ordenamento Territorial do DF (PDOT), uma Zona Urbana do Conjunto Tombado. Situado na Área de Proteção Ambiental (APA) do Paranoá e a dez quilômetros do Jardim Botânico de Brasília (JBB), o lote já foi ocupado por uma obra inacabada cuja demolição aconteceu em 2007. 
Cabe destacar que a área do empreendimento foi objeto de dois estudos de impacto ambiental anteriores, por ocasião da construção da Ponte Juscelino Kubtischek e dos pólos 06, 07 e 08 do Setor de Clubes Esportivos Sul, e por isso foi solicitado o RIAC como complemento. Durante a audiência, foi apresentado um diagnóstico meteorológico, geológico, geomorfológico, de fauna, flora, uso e ocupação do solo, além de estudos relacionados ao sistema viário da região. 

Viabilidade ambiental
A supressão vegetal de 74 árvores – das quais 64 são nativas -, o aumento da impermeabilização do solo, assim como da emissão de particulados, gases e ruídos pelo maquinário durante o período de realização das obras estão entre os impactos negativos do empreendimento apontados pela Ecotech durante a audiência. 
A dinamização da economia, consolidação do conceito de aproveitamento racional da orla do Paranoá e requalificação da área urbana degradada – em virtude da construção demolida em 2007 – constituem os impactos positivos.

Dentre as ações mitigadoras e compensatórias previstas estão o planejamento ambiental integrado ao projeto do empreendimento, a cobertura e contenção do solo exposto e maximização das áreas verdes no empreendimento. O plantio e monitoramento, durante dois anos, de 2.020 mudas de espécies nativas do Cerrado também serão realizados.

- Assista ao vídeo de demolição do antigo prédio irregular, símbolo do Governo Arruda,  em 22/01/2007 clique aqui

- EIA/RIMA Polos 6, 7 e 8 - Setor de Clubes Esportivos Sul e Centro de Lazer Beira Lago clique aqui

 

- Acesse o site de divulgação do empreendimento (Grupo Odebrecht e Antares Engenharia) clique aqui 

Fonte: IBRAM

10.5.10

Resíduos Sólidos: Consórcio Público da RIDE-DF

A formação de Consórcio Público de Manejo dos Resíduos Sólidos e das Águas Pluviais da Região Integrada do Distrito Federal e Goiás destinado a solucionar o grave problema de coleta e destinação do lixo urbano do Distrito Federal e da Região Integrada do DF e Entorno – RIDE, deverá ser formalizada em junho de 2010.

O consórcio, de caráter autárquico, integrante da administração descentralizada do Estado de Goiás, Distrito Federal e desses municípios, terá a atribuição de promover a gestão associada dos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos e das águas pluviais em sua área de abrangência, com 3,6 milhões de habitantes.

Participarão do acordo o Estado de Goiás, o Distrito Federal e os Municípios de Abadiânia, Água Fria de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás, Vila Boa e Vila Propício. 

Caberá ao consórcio executar tarefas de planejamento desses serviços públicos ou delegar sua prestação por meio de contrato de programa ou de concessão. Tal iniciativa deverá resultar em forte estímulo para a universalização do atendimento, beneficiando a população dessa região.

Sua prioridade imediata será a gestão de um sistema regional de transporte, tratamento e destinação dos resíduos sólidos domiciliares e assemelhados. Nesses municípios ocorreu, nos últimos anos, ampliação dos problemas ambientais, especialmente os relacionados à coleta e destinação do lixo. E nem todos  possuem recursos técnicos e financeiros suficientes e áreas adequadas para a construção de aterros sanitários, conforme determina a legislação.

O projeto prevê a promoção e a gestão ambientalmente adequada dos resíduos sólidos na região, implementando a coleta seletiva, a reciclagem e a correta destinação final dos resíduos não reciclados, adotando tecnologias apropriadas e soluções de menor custo. E, principalmente, desenvolver mecanismos de participação e controle social nos serviços públicos de manejo dos resíduos sólidos e de drenagem e de manejo das águas pluviais.

Desde 2009, o governo federal vem impulsionado a formação de consórcios intermunicipais para solucionar a questão dos lixões que ameaçam as cidades brasileiras. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) fornece as informações técnicas e financiamentos  para a implantação dos consórcios. A Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) oferece aos municípios a implantação do Plano de Gestão Integrada de Manejo de Resíduos Sólidos, cujo objetivo é indicar as melhores soluções tecnológicas para o correto descarte do lixo.

A partir desta segunda-feira (10/5), seis equipes de servidores da ADASA farão visita técnicas às 20 prefeituras interessadas a participar do Consórcio Público para coleta de dados sobre o gerenciamento dos resíduos sólidos que vêm sendo praticados pelas Prefeituras.

Fonte: ADASA

5.5.10

Trainee no SEBRAE - Brasília/DF

Processo Seletivo para Trainee SEBRAE - 2010

 

A contratação dos selecionados será por tempo determinado - período de 1 (um) ano, podendo ser renovado uma única vez por igual período.

Salário R$ 3.780,02
Número de vagas: 15

Escolaridade: Nível superior completo (Graduação).
Engenharia Ambiental e outros

Ano de Conclusão: entre dezembro de 2007 e dezembro de 2009.
Inscrição até 16 de maio de 2010.
 
Informações clique aqui

3.5.10

Crise no Ibama: Analista Ambiental dá sua opinião

Hoje em dia falar mal do licenciamento ambiental é mais comum que enchente no Rio de Janeiro. Diz-se que é um entrave ao progresso, um ninho de ambientalistas radicais, trincheira dos "salvem-as-baleias", enfim: é o supra-sumo da burocracia brasileira. Eita cartório difícil esse do IBAMA!

No entanto, é preciso colocar alguns pingos nos is de "licenciamento". Para início de conversa, ao contrário de outros licenciamentos corriqueiros na nossa vida, o licenciamento ambiental não é um ato cartorial, de simples conferência de documentação. Na realidade, o licenciamento ambiental foi a forma encontrada no Brasil para implementar a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) quando esta se difundiu pelo mundo ao longo da década de 1970.

Hoje, a Avaliação de Impacto Ambiental é adotada formalmente em mais de uma centena de países, incluindo todas as economias desenvolvidas e a grande maioria dos países "em desenvolvimento". Muito além de uma burocracia, o papel da AIA é o de garantir a adequada consideração da variável ambiental nas propostas de desenvolvimento, evitando que decisões sejam tomadas sem o dimensionamento das suas consequências ambientais. O seu principal instrumento é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) que, muito mais do que uma exigência do órgão licenciador, deveria ser um instrumento de auxílio ao planejamento de projetos mais amigáveis ao meio ambiente, identificando e avaliando os impactos e riscos do empreendimento e propondo as medidas de gestão ambiental a serem adotadas para minimizar os prejuízos ambientais.

Acontece que, infelizmente, essa perspectiva cartorial - do "tirar a licença" - é a que predomina entre o empresariado nacional e obviamente encontra bastante eco na cobertura da imprensa sobre o licenciamento ambiental. Os estudos ambientais muitas vezes são colagens de outros anteriores, realizadas por uma consultora sem possibilidade alguma de interferência no projeto, a qual foi escolhida porque ofereceu ao contratante o menor preço...

Voltando aos pingos no "is", vamos pensar o que é um licenciamento ambiental "bom"? Em uma primeira tentativa de aproximação, alguém poderia dizer que é aquele onde a avaliação dos impactos e riscos ambientais de determinado empreendimento pôde ser realizada na profundidade adequada, permitindo a proposição de mecanismos adequados de mitigação, compensação e monitoramento, e utilizando para isso o menor tempo possível ao menor custo global possível. Colou? Muito bem, agora, como se operacionaliza isso?

Não parece muito difícil... E se colocássemos profissionais qualificados, em quantidade suficiente, para analisar esses estudos? Hummm... E se esses profissionais, além de bem formados, fossem capacitados para avaliar os impactos de diferentes empreendimentos? Além disso, e se esse pessoal fosse adquirindo cada vez mais experiência no licenciamento, ganhando confiança para propor soluções mais eficientes e eficazes?

Pois então. Parece simples, não? Mas esqueceram de um detalhe: para isso dar certo, esse pessoal precisa querer trabalhar com licenciamento! E esse pessoal só vai querer trabalhar com licenciamento na medida em que esse trabalho for valorizado de acordo com a importância e responsabilidade nele embutidas!

A vida como ela é: no concurso de 2002, o primeiro da história do IBAMA, entraram cerca de 60 analistas de nível superior para trabalhar na Diretoria de Licenciamento Ambiental, em Brasília. Em sua maioria, profissionais qualificados, muitos com mestrado ou doutorado, que vieram para a sede do IBAMA vindos de diversas partes do Brasil. Sabem quantos destes analistas trabalham hoje na DILIC? Apenas um. Definitivamente, analista experiente no licenciamento é espécie em extinção.

A razão da evasão? Óbvia. A clara incompatibilidade entre a responsabilidade envolvida no processo de licenciamento ambiental e a desvalorização do servidor público dedicado a essa função. Por desvalorização englobamos uma série de questões que passam pelas condições adequadas de trabalho (computadores, capacitação, espaço de trabalho, bancos de dados, suporte jurídico etc.) e chegam, inexoravelmente, à questão salarial.

O analista ambiental, não só do IBAMA, mas também do ICMBio e do Ministério do Meio Ambiente, hoje está submetido a uma proto-carreira na qual o patamar salarial do nível mais alto disponível (final de carreira) é inferior ao nível salarial de entrada da carreira de Especialista em Recursos Hídricos/Geoprocessamento da Agência Nacional de Águas, também vinculada ao MMA e com atribuições muito similares de regulação, controle, fiscalização e inspeção. E durma-se com um barulho desses...

Por conta dessa desvalorização, o trabalho no licenciamento ambiental no IBAMA tem se tornado um paradeiro temporário para o analista ambiental, mero compasso de espera enquanto se prepara para uma outra oportunidade que ofereça melhores condições de trabalho e de salário. Nesse cenário tenebroso, o tempo médio de permanência do profissional na Diretoria de Licenciamento Ambiental é de apenas 18 meses. Ora bolas! Como desenvolver excelência técnica, aprimorar e padronizar procedimentos, melhorar termos de referência com uma rotatividade dessas?

E é nesse contexto que chega o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com diversos projetos de infraestrutura pelo Brasil adentro, demandando licenciamentos em prazos exíguos e jogando faísca nesse barril de pólvora que é o licenciamento ambiental federal. Não dá para dar certo. Qual a solução? Fortalecimento e valorização do licenciamento ambiental, para alcançar maior eficiência e eficácia no processo? Ilusão...

O que se viu nos últimos anos foi uma sucessão de "Destrava IBAMA", "Agiliza IBAMA", "Desocupa-a-moita IBAMA": pseudo-pacotes de medidas com finalidade puramente midiática e de nenhuma repercussão prática no dia a dia do licenciamento ambiental. Que, por sinal, continua sem implementar seu sistema informatizado de licenciamento - o SISLIC -, que já foi "lançado" oficialmente por uns 2 ou 3 presidentes do IBAMA e permanece empacado, sem uso.

São sintomas de que a própria política ambiental conduzida pelo governo encara o licenciamento numa perspectiva cartorial, de "carimbador-maluco". Aliás, instituiu-se no IBAMA o rodízio de diretores de Licenciamento: é um a cada hidrelétrica polêmica. Acabou seu turno, muito obrigado, próximo da fila!

Em síntese: quer licenciamento ambiental ágil e eficaz? Valorize o analista ambiental. Dê-lhe um salário compatível com o desafio de uma regulação de excelência. Forneça capacitação continuada e estimule o aprofundamento dos estudos em pós-graduação. Disponibilize modernos recursos de sistemas de informação para otimizar seu trabalho. Mantenha o profissional por um longo tempo na casa para que seu aprendizado seja incorporado pela instituição. Sem isso, dá licença, "mermão"!

Artigo de Cristiano Vilardo Nunes Guimarães - analista ambiental do Ibama
Fonte: O Globo

Cursos de Extensão - 2010 - Brasília/DF

Cursos oferecidos pela Fundação SD - Sustentabilidade e Desenvolvimento:

Análise Espacial com SIG
Comunicação Ambiental
Ecossistemas E Bem Estar Humano
Educação Patrimonial 

Introdução às Políticas Públicas
Linguagem AVENUE
Manejo de Bacias Hidrográficas
Orientação e Navegação
Processamento imagens de sensoriamento remoto
Sistema de Informações Geográficas
Zoneamento Ambiental
Sistema de Informação Geográfica
Processamento de Imagem de Satélite

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