4.3.16

Lixão no quintal do Congresso Nacional há mais de 10 anos

Há mais de 10 anos existe um depósito de lixo e entulhos no "quintal" do Congresso Nacional. O lixão fica localizado numa área abandonada no Setor de Clubes Sul, em Brasília / DF. Autoridades nada fazem além de recolher o excesso de lixo e enviar para o lixão da Estrutural.


Assista a reportagem do DFTV (Rede Globo), de 03/03/2016
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A Lei Distrital nº 4.329, de 05 de junho de 2009, proíbe a queima de restos vegetais e lixo no território do Distrito Federal. A destinação final dos resíduos oriundos de poda e cortes de vegetais domésticos da área urbana será objeto de regulamentação. Os restos vegetais serão, preferencialmente, objeto do processo de compostagem para a produção de adubo orgânico.

Fonte: DFTV / G1 DF.

2.3.16

Auditores do Ibram encontram falha em obra na orla do Lago Paranoá

Direção discorda sobre largura de pista três vezes maior do que previsto. Moradores dizem que 'não há programação'


Auditores do Instituto Brasilia Ambiental (Ibram) e a direção do órgão discordam sobre supostas irregularidades nas obras da orla sul do Lago Paranoá, no Distrito Federal. Os fiscais apontaram que a pista, prevista para 1,5 m de largura, está sendo construída em espaço de quatro metros.

Os servidores do Ibram detectaram a suposta irregularidade na manhã desta terça (1º de março). Segundo os auditores, a Novacap deve ser notificada por crime ambiental.

Durante a tarde, a direção do Ibram informou que a obra está regular e o serviço deve continuar. A previsão de conclusão do projeto é para o fim de 2017.

A reportagem da TV Globo foi ao local e constatou que os serviços foram interrompidos. A Secretaria de Infraestrutura disse que as obras estavam paradas por causa das chuvas.

O superintendente de Áreas Protegidas diz que a obra da orla está correta e de acordo com a legislação. O projeto apresentado não especifica os quatro metros de largura da orla, mas tem as coordenadas geográficas.

“Totalmente de acordo com o projeto que foi feito pelos órgãos do próprio governo. Foi dada uma autorização do Ibram que limita as obras ao que diz o projeto. Então está tudo sob controle. Tudo muito bem coordenado e as obras estão caminhando muito bem", afirma o superintendente de áreas protegidas, Leonel Generoso.

Para o superintendente de fiscalização do órgão, Ramiro Hofmeister, a equipe técnica pode ter se apressado em divulgar que a obra está em desacordo com o projeto. “Podem até existir entendimentos diversos dentro do órgão. E talvez isso tenha levado ao anseio de alguém que não concorde com o entendimento de uma legislação. Mas isso não autoriza ninguem a falar em nome da fiscalização.”

A derrubada de obras na orla do Lago Paranoá começou no ano passado. A associação de moradores da região afirma que a obra da nova pista de caminhada tem sido feita sem planejamento.

“Na verdade, não existe projeto. O que está acontecendo hoje é o que estávamos prevendo: não tem programação”, afirma o presidente da Associação de Amigos do Lago Paranoá, Marconi de Souza.

Acesse a reportagem / vídeo clique aqui

Fonte: G1 / DFTV

22.2.16

Governo cria programa para incentivar uso de parques em Brasília

Foram selecionadas 12 áreas verdes para receber atividades destinadas à população


A população do Distrito Federal terá mais motivos para frequentar os parques da capital. O governo criou, por meio do Decreto nº 37.115/2016, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal - DODF de terça-feira (16/02), o programa Brasília nos Parques, que tem a finalidade de incentivar, por meio de atividades gratuitas, o uso público das áreas verdes. 

A ação será coordenada por um comitê gestor, composto por 11 órgãos governamentais, que vai definir a programação. A ideia é traçar um cronograma e uma lista de iniciativas que atendam às características de cada parque.

O colegiado, com a coordenação da Secretaria do Meio Ambiente, será criado oficialmente por meio de portaria, depois de escolhidos dois representantes de cada órgão. O prazo será de até 30 dias para definir os nomes do grupo.

O programa começou a ser desenvolvido no ano passado. “Esperamos criar uma sensação de pertencimento nos moradores”, resumiu o secretário do Meio Ambiente, André Lima, ao explicar que o objetivo também é incentivar os moradores a ter mais cuidado com os espaços, desenvolvendo hábitos sustentáveis.

Segundo ele, a princípio, foram destacadas 12 unidades para integrar as ações, e a expectativa é que as primeiras ocorram em abril, como feiras de artesanato, shows e oficinas de esportes.

Plano anual
O decreto determina que o grupo gestor tenha até 30 de março de cada ano para aprovar um plano de ativid:ades e serviços públicos. Além disso, um relatório semestral deverá ser apresentado ao governador Rodrigo Rollemberg, com a indicação do que foi desenvolvido e do que está previsto. O documento será publicado no site da Secretaria do Meio Ambiente.

O comitê gestor vai ser composto pelo Instituto Brasília Ambiental e pelas Secretarias do Meio Ambiente; de Cultura; de Educação, Esporte e Lazer; de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo; de Saúde; da Segurança Pública e da Paz Social; da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude; e de Justiça e Cidadania.

Os 12 parques selecionados são Dom Bosco, no Lago Sul; o de Uso Múltiplo de Olhos D'Água, na Asa Norte; de Águas Claras; Recreativo de Sucupira, em Planaltina; dos Jequitibás, em Sobradinho; Saburo Onoyama e de Uso Múltiplo do Cortado, em Taguatinga; Ezechias Heringer, no Guará; Três Meninas, em Samambaia; Veredinha, em Brazlândia; Urbano e Vivencial do Gama; Parque Recreativo do Setor O, em Ceilândia.

Fonte: Agência Brasília

TJDF condena família Amaral por dano ambiental na orla do Lago Paranoá

Eles invadiram 19 mil m² de APP, diz MP; pena é de pagamento de 1 milhão. Herdeiros de Dalmo Amaral, que morreu em 2014, devem pagar dívida. 


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal manteve a condenação por danos ambientais ao empresário de transporte Dalmo Josué do Amaral e da mulher dele, Ana Amância do Amaral. A Corte decidiu que eles devem pagar R$ 1 milhão para reparar danos em área pública na orla Lago Paranoá. Como Dalmo morreu no ano passado, os herdeiros dele passaram a responder pela condenação. 

A denúncia foi feita pelo Ministério Público em 2004. Segundo o órgão, a família causou danos na QL 8 do Lago Sul, onde ocupou cerca de 19 mil m² além do lote da propriedade, sem autorização. Na invasão, eles construíram garagens, guaritas, heliponto, salão de festas, quadra de tênis, capela, viveiros, quadras, campo de futebol, sauna, banheiro e três decks.

O MP pediu que eles pagassem danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão, danos patrimoniais avaliados em R$ 110 mil e que recuperassem a área degrada. O órgão também pediu pagamento de multa de R$ 2 mil até R$ 300 mil por dia caso descumprissem a ordem de desocupar o local e propor ação para recuperar a área.

O empresário Dalmo José do Amaral, ex-presidente do Grupo Amaral, morreu em setembro de 2014 de causas naturais. A empresa dele explorou durante 40 anos o serviço de transporte público do DF.

Ele passou 30 dias internado para tratamento em São Paulo, no Albert Einstein, antes de retornar a Brasília. Dalmo Amaral era natural de Patos de Minas (MG) e chegou a Brasília em 1959. O grupo que dirigia chegou a ter 30 empresas – 15 delas do setor de transporte rodoviário – e 5 mil funcionários.


Fonte: G1 DF.

1.5.14

Educação Ambiental: Aula no Lago Paranoá

Projeto leva garis, ambientalista e alunos para aula sobre sobre ecologia e descarte correto do lixo numa embarcação

Na manhã de ontem (30/4), 50 estudantes trocaram as paredes da escola por um barco feito de sala de aula. Durante um tour pelo Lago Paranoá, saindo do Parque Ecológico Ermida Dom Bosco, estudantes do Centro de Ensino Fundamental Zilda Arns, do Itapoã, e filhos de garis aprenderam sobre preservação ambiental, o descarte correto do lixo e curiosidades sobre o Lago Paranoá.As consequências para o ambiente quando o lixo é jogado na rua ou nas águas também foram abordadas. Os palestrantes foram os garis Aécio Barros e Cida Neves e o ambientalista Luiz Rios. 

Barros explicou aos estudantes como é o trabalho dele e falou sobre a importância da coleta seletiva e do acondicionamento correto dos detritos. "Para descartar um espetinho, basta colocá-lo numa garrafa plástica que sempre tem em casa. Assim, não machuca a mão do gari quando ele for pegar o lixo. No caso das seringas, é a mesma coisa: tire a agulha, tampe e coloque numa garrafa PET", orienta. O descarte do vidro também tem uma indicação. "Para que o catador não se corte, embrulhe num papel e depois coloque numa caixa, que pode ser de sapato".

"Normalmente, a mãe ou pai das crianças faz o descarte do lixo, mas elas podem instruir os próprios pais com o que aprenderam", acredita. Com o ambientalista Luiz Rios, as crianças descobriram como é a cadeia alimentar das águas, observaram micro-organismos presentes no lago num microscópio e descobriram quais áreas do lago são boas para banho e quais não. "A preservação se faz nas pequenas coisas. Até um chiclete pode matar um animal. O lago é um local para aproveitar, por isso, precisa ser bem cuidado".

Segundo o ambientalista, a preservação do lago passará a ser ainda mais importante porque a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) vai passar a coletar água do Paranoá para o consumo no DF em 2016. "Ecolocia se faz com pequenos atos, evitando desperdício, separando lixo, não jogando lixo no chão e no lago. A responsabilidade está nas nossas mãos", completa Rios.


Aprendizado prático

Para a maior parte dos estudantes, essa foi a primeira vez numa embarcação. A bela paisagem, a sensação do vento no rosto e o fato de navegar tornam o aprendizado mais interessante e, até, inesquecível. Depois de absorver conhecimentos e de um lanche, o passeio é finalizado com um juramento das crianças, que se comprometem a cuidar do meio ambiente.

A professora de ciências Giselle de Oliveira, 33 anos, garante que aprender fora da escola faz diferença. "Tirá-los da sala de aula e trazê-los para a realidade é muito importante. Assim, os alunos são estimulados a aplicar os ensinamentos no dia a dia. Eles ficaram muito animados só de saber que entrariam num barco", conta. Cleyson de Oliveira, 25, professor de ciências, também vê vantagens para o ensino. "Sempre tratamos o tema da sustentabilidade em sala de aula, mas, agora, colocamos uma imagem real na cabeça deles sobre o assunto. Os que vieram aqui hoje são os melhores alunos, foram escolhidos a dedo, já que não havia espaço para todos", conta.

A animação com o passeio fez com que meninos e meninas prestassem atenção aos ensinamentos. Roosevelt Thairony, 10 anos, pensava que, para jogar vidro fora, bastava colocar numa sacola, mas descobriu que estava enganado. "Tem que enrolar o vidro num papel e colocar numa caixa de sapato, para que o gari não se machuque ou se corte. Vou aplicar tudo o que aprendi aqui e ainda vou dar dicas para os meus pais fazerem lá em casa", garante. Raquel Belo, 12, ficou surpresa com os ensinamentos. "Eu nunca tinha parado para pensar sobre como descartar o lixo. Para não poluir e para não machucar os garis, é preciso ter mais atenção".

"Reciclar, separar o lixo e descartá-lo corretamente também é importante para a preservação do Lago Paranoá que, em algumas partes, pode ter até 40 metros de profundidade", conta Thierry Santos, 13 anos, sobre uma das lições que aprendeu. Acostumado a nadar no lago, em locais como a Ermida Dom Bosco, ele descobriu quais áreas são próprias para banho e quais não. "O ambientalista mostrou que tem áreas em que a água do lago é até potável. Fiquei mais tranquilo de saber que a água aqui na Ermida, por exemplo, é boa para tomar banho. Só tenho que ficar atento para não ir nos pontos poluídos".

Filhos de um gari, Anderson Diogo Costa, 13 anos, e Kevin Moreira, 7, disseram já saber tudo o que foi ensinado no passeio de barco. "Meu pai é gari e me ensinou tudo sobre o descarte. Eu já sabia que, para jogar palito fora, o ideal é colocar dentro de garrafa PET e que o vidro deve ser embrulhado num papel. Meu pai corre riscos no trabalho dele porque as pessoas não jogam o lixo fora da maneira que deveriam. Ele pode se cortar com vidro, por exemplo, e, nesses casos, ele lava com água e com álcool. Por isso, é importante aprender e fazer do jeito certo", afirma Anderson.


Pelo meio ambiente e pelos garis

A iniciativa é da Sustentare Serviços Ambientais, responsável pela coleta em 17 regiões administrativas do Distrito Federal. O projeto Sustentare pela Sustentabilidade prevê 10 passeios de barco educativos com duração de 2 horas cada até dezembro. Essa foi a terceira aula, e a primeira ocorreu em fevereiro. O projeto deve levar conscientização para 500 crianças de 10 a 14 anos, acompanhadas por monitores e professores. Os garis que transmitem conhecimento aos estudantes passaram, antes, por um treinamento interno sobre gestão ambiental e outros conteúdos.

O objetivo, além de ensinar sobre sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente, é evitar acidentes de trabalho para catadores e varredores por meio do incentivo ao acondicionamento correto do lixo. Mensalmente, cerca de sete garis da empresa se machucam com cortes de cacos de vidros, perfurações de espetos de churrasco e agulhas, o que gera riscos de contaminação.

"A educação, dentro de casa, partindo de uma criança tem um peso maior. A ideia é que elas façam a correção de pais e irmãos quando observarem algo errado. Os alunos se empolgam e disputam para responder perguntas durante o passeio. Percebemos que eles entendem a importância dos ensinamentos e ficam empolgados porque, além de ser uma aula, é um passeio de barco. É isso o que nos move e mostra que estamos fazendo a coisa certa", afirma Williani Carvalho, coordenadora de projetos da Sustentare, explica. A previsão é que o projeto-piloto iniciado no DF este ano seja continuado em 2015.

O barco utilizado no projeto é de Darse Lima, do projeto Mar de Brasília, criado há três anos. "Já levamos 5 mil alunos para aulas no Lago Paranoá. Esse barco foi todo equipado para ser feito de aula de aula. Faz muita diferença porque as crianças passam a se sentir, junto com as famílias, responsáveis pela preservação ambiental", afirma.


Para participar

Colégios públicos e particulares interessados no projeto podem entrar em contato pelo telefone (61) 3224-2161 para se inscrever. Até o momento, há 55 escolas inscritas. As que não puderem ser atendidas esse ano, entram na lista de espera para o próximo.


Palavra de especialista // O futuro do lago
A pior época do Lago Paranoá foi nas décadas de 1970 e 1980, quando a água era turva e fedia por causa da poluição e da grande quantidade de algas. A partir de 1993, a água começou a melhorar por causa de uma fiscalização mais severa de esgotos clandestinos. Em 2000, camadas de água mais carregadas foram despejadas no Rio Paranoá, que, por causa da correnteza, tem uma capacidade melhor de assimilação da poluição. O resultado é que, a cada ano, a água do Lago Paranoá fica melhor. Nosso lago é conhecido no mundo inteiro por estudiosos por ser o único lago tropical que teve seu processo de poluição revertido. Hoje, tem uma boa qualidade e os brasilienses estão se apropriando e valorizando mais essas águas. Um estudo demonstrou que, em 20 anos, não teremos mais água suficiente para abastecer o DF. Foram levantadas três possibilidades de abastecimento: Lago Paranoá, São Bartolomeu e Rio Corumbá 4. O lago é a opção mais barata e de melhor qualidade de água. A partir de 2016, uma estação de bombeamento de água vai ser instalada no lago. Vamos passar a depender da água dali, que vai abastecer 600 mil famílias de Lago Sul, condomínios e Sobradinho. Por isso, a preservação dessas águas vai ser ainda mais crucial porque vamos beber dela. É preciso mudar a visão das crianças para que elas valorizem a riqueza que temos. A sobrevivência de Brasília depende da qualidade da água do lago.

Luiz Rios, ambientalista do projeto Mar de Brasília  

Fonte: Correio Braziliense

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