28.7.09

Obras da EPTG impactam o Córrego Guará

Há menos de um mês após o início das obras de ampliação da rodovia, já se pode perceber o impacto ambiental causado pela ação de tratores, escavadeiras e caminhões utilizados para transportar materiais de construção no leito do córrego Guará, que passa por baixo da Estrada Parque Taguatinga (EPTG), no Guará. Apesar da concessão de licença prévia pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da licença de instalação pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram), as obras no local preocupam moradores e ambientalistas.

A licença prévia para a realização das obras foi concedida pelo Ibama, em abril do ano passado, e o processo foi transferido para o Ibram após a publicação do decreto que determinou a mudança da competência de emitir licenças ambientais para o órgão de fiscalização ambiental do DF.
A licença possui 45 condicionantes e prevê a compensação ambiental no valor de R$ 1,240 milhão. A licença diz que “na fase de execução das obras deverão ser adotadas todas as medidas de acompanhamento e práticas preventivas e corretivas ambientalmente adequadas, preconizadas nas normas técnicas atualmente vigente”.

Outra condicionante diz que governo do DF deve estabelecer “sinalização rodoviária específica para a diminuição dos riscos de atropelamento da fauna silvestre, fazendo alusão à localização daquela unidade de conservação no trecho dentro da Reserva Ecológica do Guará, próximo da Área de Proteção Permanente (APP) do Córrego do Guará”, e determina que “o sistema de drenagem da rodovia deverá ser periodicamente inspecionado, de forma a verificar se os dispositivos de dissipação de energia e contenção de sedimentos estão cumprindo a finalidade de evitar o desenvolvimento de processos erosivos e de proteger os cursos d'água localizados na área de influência do empreendimento”.
Outra condicionante diz que o GDF deve “cumprir integralmente todas as medidas propostas no Relatório de Controle Ambiental (RCA) apresentado. A recuperação da área degradada deverá ser realizada não ao final do projeto, mas simultaneamente ao término das várias etapas”.

Fonte: Tribuna do Brasil

2 comentários:

Ro Souza disse...

Atualmente só podemos ver a destruição causada na natureza especialmente nos corrégos q passam pela EPTG. Acredito q o descaso será o mesmo qd as obras terminarem; as obras do viaduto Israel Pinheiro e a marginal do Vicente Pires, são obras q não priorizaram o escoamento de água adequado e nem tem uma recolocação de plantas do cerrado p recuperar a área. Pq com a Linha Verde será diferente? Alias, pq a obra tem esse nome, se vai ter mais asfalto do q verde?

Daniel disse...

Hoje dia 3 de outubro de 2009 estive lá, o corrego está com um fluxo minimo de água, pode-se perceber muito lixo; residuos químicos; sacos de areia de construção (não erada da obra da pista como foi para lá eu não sei) haviam partes com residuas brancos nas pedras do fundo, plasticos de toda epécie, isopor, garrafas pet, óleos, a situação do corrego exige uma limpesa urgente.

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