22.5.12

Estudo revela níveis inadequados de qualidade do ar na capital federal


A Rodoviária do Plano Piloto é o local que atualmente registra a segunda pior taxa da capital: fumaça incomoda passageiros

A qualidade do ar do Distrito Federal está ruim e pode piorar com a seca. As cinco estações que medem os níveis de poluentes do ar indicam que alguns pontos da capital alcançam níveis inadequados para o bem-estar da população. Em uma escala de cinco classificações — boa, regular, inadequada, ruim e péssima —, pelo menos três locais encontram-se em limites preocupantes. Quem mora ou precisa passar pela Fercal, pela Rodoviária do Plano Piloto e pelo centro de Taguatinga respira um ar classificado como ruim ou regular. Fora dos parâmetros mínimos, a exposição contínua a fumaça, poeira, e partículas poluentes dessas áreas podem provocar desde problemas como tosse, irritação nos
olhos, até complicações respiratórias e cardíacas.

Em comparação com o ano passado, os níveis de partículas poluentes no ar aumentaram 20%. Os principais responsáveis pelos resultados são os carros, ônibus e caminhões. No período da seca, as queimadas contribuem para a piora dessa situação. A análise é feita, atualmente, em cinco estações monitoradas pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram). Em 2011, sete aparelhos identificavam os poluentes, por meio de um convênio firmado com o Centro de Formação de Recursos Humanos em Transportes (Ceftru) da Universidade de Brasília (UnB). Mas a parceria foi desfeita e o número de equipamentos, reduzido. “Eles tinham outras duas estações e, com o fim do contrato, começamos a trabalhar com cinco pontos. Até o fim deste mês, vamos instalar mais cinco fixas e três móveis”, afirmou o subsecretário de Saúde Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente, Luiz Maranhão.

Fonte: Correio Braziliense

30.4.12

Programa Produtor de Água – Projeto Pipiripau - DF


O Programa Produtor de Água, concebido pela Agência Nacional de Águas em 2001, tem como objetivo a revitalização ambiental de bacias hidrográficas. De acordo com sua metodologia, o resultado das ações implantadas em uma bacia hidrográfica pode ser verificado em seus cursos d’água, através da melhoria na qualidade e quantidade de água.

As ações implementadas no âmbito do Programa incluem o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, adequação de estradas rurais e a conservação de solo e água em áreas produtivas, tais como lavouras e pastagens.

Essas ações visam, sobretudo, favorecer a infiltração de água e a conseqüente recarga do lençol freático, evitando também que a água de chuva se transforme em escoamento superficial, maior causador de erosão e assoreamento de corpos d’água em ambientes rurais.

Uma das características que difere o “Produtor de Água” de outros programas de revitalização de bacias é que os Serviços Ambientais gerados por seus participantes são objeto de remuneração. Isto é o que se chama de PSA – Pagamento por Serviços Ambientais – política de gestão ambiental que tem como corolário a complementação de regras de comando e controle com incentivos, financeiros ou não.

A bacia hidrográfica do Pipiripau apresenta-se como uma grande oportunidade para a implementação de um projeto de Pagamentos por Serviços Ambientais. Suas características são ideais para a revitalização ambiental: o tamanho é adequado, possui características rurais, consistente monitoramento hidrológico (série histórica de mais de 30 anos), alto grau de degradação ambiental, captação de água para abastecimento público e conflito pelo uso da água.

Essas características também tornam a área propícia para servir de base a estudos ambientais, como os relacionados a vazões ecológicas, determinação  de área ativa de rios, correlação do uso e manejo dos solos com os recursos hídricos, recuperação de áreas degradadas e seus efeitos sobre a qualidade da água.

Além disso, a bacia hidrográfica do Pipiripau possui localização privilegiada, situada a cerca de 60 km do Aeroporto Internacional de Brasília, propiciando facilidades para visitação de estudantes, pesquisadores, patrocinadores e interessados.

As ações previstas para este Projeto podem ser assim resumidas:

- Recuperação das APP degradadas, que na maioria incluem as matas ciliares;
- Recuperação das áreas de reserva legal;
- Proteção aos remanescentes preservados de vegetação nativa;
- Execução de obras de conservação de solo nas áreas produtivas e estradas vicinais;
- Incentivo à utilização de práticas agrícolas menos impactantes e de uso racional da água, que inclui a substituição de sistemas de irrigação convencionais por aqueles que consumam menor vazão de água.

A população do DF será diretamente beneficiada com a implantação do Projeto, pois a redução dos custos com tratamento e a menor necessidade de interrupção da captação em períodos críticos contribuirão para a regularização do fornecimento de água.

Serão aplicados no programa R$ 40 milhões em 10 anos, recursos destinados a promover a recuperação ambiental da bacia, utilizando o pagamento por serviços ambientais como estratégia para incentivar a adoção das práticas de conservação do solo, conservação de nascentes de vegetação nativa e restauração ou conservação de Áreas de Preservação Ambiental (APP).

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal - ADASA será a coordenadora do programa no DF, que visa oferecer recursos para proteger e aumentar a oferta hídrica na bacia, que hoje enfrenta sérios problemas de atendimento às demandas dos mais de 400 proprietários rurais além do abastecimento humano (180 mil pessoas, moradores de Planaltina e Sobradinho). O aumento e a sistematização da oferta de água na região serão fundamentais para a redução dos conflitos pelo uso dos recursos hídricos.
Esta é a primeira experiência de incentivo à proteção de nascentes – por meio do reflorestamento de áreas de Proteção Permanente e Reserva Legal, construção de estradas rurais e a conservação de solo e água em áreas produtivas, tais como lavouras e pastagens. O modelo prevê a remuneração dos participantes (Pagamento por Serviços Ambientais) e deverá ser expandido para toda a região do Ribeirão Pipiripau, com área superior a 23 mil hectares.
O edital do projeto foi assinado no dia 22 de março de 2012, durante as comemorações do Dia Mundial da Água, pelos Diretores Presidente da ADASA, Vinicius Benevides, e da ANA, Vicente Andreu. O “Produtor de Água” conta com a participação de mais 12 instituições federais, estaduais e organizações não governamentais.
A implantação do projeto foi iniciada com o plantio de mais de 10 mil mudas de árvores nativas na região, utilizando recursos do Programa Água Brasil (WWF-Brasil, ANA e Fundação Banco do Brasil). Os investimentos deverão resultar na melhoria da quantidade e qualidade da água, além da adequação ambiental das propriedades rurais.
A Bacia do Pipiripau ocupa uma área de 23.527 hectares, onde se concentram diversas atividades econômicas – produção de frutas, grãos, carnes, proteção ambiental e captação de água para abastecimento de 180 mil habitantes de Planaltina e Sobradinho. A atividade agropecuária ocupa cerca de 71% da área.
Outras ações vitais para a implantação do programa consistem em obras de conservação de 14.800 hectares de solo e revitalização de estradas, que estão sendo desenvolvidos pela Unidade de Gestão do Programa (UGP), que reúne 13 instituições públicas (federais e distritais) e Organizações Não Governamentais: ADASA, ANA, Ministério da Integração Nacional, CAESB, Secretaria da Agricultura, Emater, Ibram, Banco do Brasil, Fundação Banco do Brasil, Fundação da Universidade de Brasília, Instituto de Conservação Ambiental- TNC, WWF-Brasil e Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria- SESI.

Conheça mais sobre o Programa Produtor de Água – Projeto Pipiripau clique aqui

Acesse o Relatório de Diagnóstico Socioambiental da Bacia do Ribeirão Pipiripau (2010) clique aqui

Fonte: Adasa / Emater-DF / ANA

Justiça manda governador do DF garantir água filtrada nas Escolas


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal, por unanimidade, rejeitou ação de inconstitucionalidade proposta pelo atual governador do Distrito Federal contra lei distrital que tornou obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e 100% controlada, para alunos da rede de ensino público e privado, sob pena de multa de 2 mil Ufirs.

“Novas atribuições”

O governador — através da Procuradoria — sustentava haver violação da Lei Orgânica do DF, que estabelece a competência do chefe do Executivo — e não da Assembleia — para legislar sobre “novas atribuições” de órgãos públicos. Ou seja, o fornecimento de água potável para os estudantes das escolas e universidades da capital federal seria uma “nova atribuição” do governo do DF.

A decisão

O voto condutor do julgamento foi da desembargadora Carmelita Brasil que não só assentou a competência da Câmara Legislativa, com base na Lei Orgânica, como também afirmou ser “diretriz básica do plano de saneamento do Distrito Federal a garantia de níveis crescentes de salubridade ambiental por meio de abastecimento de água potável”.

Proclamação

Assim, o TJDF foi obrigado a proclamar que é constitucional a Companhia de Saneamento Ambiental de Brasília (Caesb) ser obrigada a fornecer água filtrada para matar a sede dos estudantes. 

Lei Distrital

A Lei Distrital nº 4.425/2009, de autoria do deputado Dr. Charles (PTB) prevê a obrigatoriedade do fornecimento de água potável, filtrada e 100% controlada ou de água potável pela Caesb para os alunos da rede de ensino público e privado. 

Acesse à integra da Lei nº 4.425/2009 clique aqui

Fonte: Jornal do Brasil / R7

29.4.12

Brasileiros: Heróis da Reciclagem

Conheça a história e exemplos brasileiros de quem fez dinheiro com a reciclagem de resíduos sólidos



Sérgio da Silva Bispo é presidente de uma cooperativa de catadores de lixo instalada bem no centro de São Paulo. Ele nunca foi à escola. Mas tem letra bonita, faz contas de cabeça com precisão e dá palestras sobre meio ambiente até no exterior. 

Na cidade de Porto Alegre, o processo de coleta seletiva já completou a maioridade: 21 anos. Ele atinge 100% dos bairros do município há três anos. Numa escola, as crianças aprendem a importância de separar o lixo. 

A Coopermiti, que fica no bairro da Barra Funda, em São Paulo, tem convênio com a prefeitura para fazer um serviço completo: coleta, triagem e reciclagem do lixo eletrônico. Boa parte do material descartado chega ao local funcionando perfeitamente. 

No Rio de Janeiro, o engenheiro Flávio Ferraz criou uma usina de novidades na sua oficina. Uma delas é recolher o óleo excedente que depois é vendido para a reciclagem. Além disso, as correias trocadas nos carros podem virar cintos ou tapetes. 

Assista à reportagem completa clique aqui

Fonte: Globo Repórter / ANEAM

Disputa por Água: Zona Rural do DF vem se tornando palco de brigas entre produtores



No domingo de 15 de abril, alguns produtores rurais de Ponte Alta Norte, no Gama, estavam em uma sala da escola classe da região para uma reunião com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) e com a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). Tudo foi bem até o fim do encontro. Mas, na saída, fora da sala, dois vizinhos se desentenderam e começaram uma briga que acabou envolvendo menores de idade e idosos. Todo mundo acabou na delegacia. A água foi o motivo da confusão e, agora, começa a desenhar um prognóstico até então descrito apenas pelos especialistas: o de que, no futuro, o ser humano lutará pelo recurso natural.

No ano passado, o agricultor Paulo José de Santana, um dos produtores do Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina, acabou preso por estar armado durante uma discussão com o vizinho em função de uma intervenção do canal de abastecimento da água que vem do Ribeirão Pipiripau. Em 2003, no Núcleo Rural Santos Dumont, na mesma cidade, desavenças sobre o uso do recurso hídrico terminaram com tiros e na morte do chacareiro José da Silva. Em Brazlândia, há alguns anos, não fosse a falta de mira de um dos envolvidos em uma briga pelo mesmo motivo, alguém poderia ter se ferido. “Hoje, se tem um problema e alguém não quer ceder, vou direto na polícia. Nada mais adianta”, diz Paulo.

Fonte: Correio Braziliense

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